terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Live-Action queimando o filme dos roleplayers.

Já pedimos várias vezes para o pessoal parar de jogar live-actions em locais públicos.
Quem está fora do jogo, além de achar que alguma atividade criminosa está sendo realizada, quando souber que se trata de algo relacionado com RPG, vai achar que roleplayer é tudo um bando de loco; loco por ti, D20.
Dessa vez, uma galera decidiu fazer um live-action durante um playtest de "Rebeldia sobre Rodas", um cenário que está sendo desenvolvido pela "Confraria dos Observadores".

Ao invés de aproveitarem a noite do final de semana para ir pra balada, tomar umas socialmente e azarar as minas, os malucos decidiram jogar RPG no meio da rua colocando até carros de verdade no live-action.
E o resultado...


domingo, 29 de janeiro de 2012

Animando a festa

Festas são excelentes palcos para aventuras imprevistas.
O clima descontraído de uma comemoração pode surpreender os jogadores com um atentado terrorista, ou até mesmo algum grande desastre.


Porém, iniciar o jogo com os personagens em tal comemoração vai tirar a surpresa dos personagens, pois eles suspeitarão que algo estranho ocorrerá em um evento tão bem descrito pelo mestre de jogo logo no começo da aventura.
O truque para supreender os jogadores é, ao final de alguma grande aventura, quando ainda sobrar 1 hora para encerrar o jogo, o mestre de jogo pode continuar a brincadeira descrevendo alguma comemoração em que os personagens se convidaram só para finalizar a história num clima descontração, com os jogadores colocando seus personagens para beber e/ou fazendo algumas graças para conquistar a mulherada.
E nesse momento, quando já estão sem seus trajes de proteção e estão com até -2 de penalidade em qualquer ação de tanto goró... créu:


Como já foi dito, faltava apenas uma hora para o pessoal recolher seus dados e guardar as fichas, portanto, apenas a cena apresentando a casa caindo será apresentada aos personagens, ficando de gancho para ser resolvido na próxima sessão de jogo, com os jogadores pensando durante a semana na sacanagem que o mestre de jogo fez ao perguntar "O seu personagem deixou as armas em casa, né? Não faz sentido carregar o arsenal para a balada."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

maior pontuação = melhor desempenho?

Muitos jogadores entopem os personagens de pontos e combos, e na hora de jogar, deixam o personagem no piloto automático, só rolando os dados e matando os monstros.
Será que isso é que é roleplay? A sobrevivência da melhor ficha?

Ou será que personagens podem se dar bem contando apenas com a esperteza de seus jogadores?

Na sua mesa de jogo, todos tem vez?

sábado, 21 de janeiro de 2012

Um mundo sem humanos

Já pensou na possibilidade de jogar em um cenário sem humanos?


A retirada deste elemento tira dos jogadores a opção de personagem comum, e ele precisará optar por algo com comportamento e habilidades diferentes dos que eles estão acostumados.
Além disso, existe a possibilidade de se alternar os papéis de presa e predador entre os personagens pois uma raça pode ser bem diferente da outra, ao ponto de considerá-la como alimento ou como monstro.


Este vídeo é uma prévia da animação baseada em "Terras de Shiang", um cenário de RPG que já explora essa possibilidade.
Um fator interessante neste tipo de cenário são as intrigas que podem ser construídas, pois sem o fator humano para servir de medida, o jogador deve entrar na mente do seu personagem para entender o porque das atitudes estranhas de sua raça serem consideradas corretas.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Até onde você iria por seu "pet"?

Muitos jogadores colocam na ficha um lobo ou cavalo só para ter uma rolagem extra de percepção ou se deslocar mais rápido no mapa.
Mas, e se o jogador fizesse mais cenas com esse pet, dando comida ou brincando com ele, será que o mestre não se empolgaria para gerar novas atitudes para esse companheiro, como o cavalo levando o personagem desacordado para um abrigo, ou o lobo atacando furtivamente um inimigo durante o combate?

Por outro lado, o mestre de jogo pode criar algumas cenas com o pet por conta própria, para tentar cativar o jogador.
Se der certo, esse animalzinho poderá até ser o fio condutor de uma nova trama quando, depois de vários jogos auxiliando o personagem jogador a atingir seus objetivos, ele é quem precisará de ajuda.



O Ciberpunk é agora!

Projetos de lei ameaçando censurar toda a internet.
Prisão de proprietários de site de hospedagem de arquivos.

e agora a parte mais divertida:
A retaliação.

Estude mais sobre bastidores políticos, terrorismo virtual, interesses econômicos e a polícia como simples ferramenta de poder e apresente o futuro para seus jogadores.
Tente entender os motivos das ações de cada um, do hacker ao político, do empresário ao policial, e coloque esses elementos no seu jogo.
Encontros virutais para decidir as ações, longas madrugadas combinando códigos e derrubando sites, e dias sombrios tentando esconder sua identidade de autoridades corrompidas. Cenas que podem resultar em um roleplay memorável.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

E os jogadores de Daemon apronta de novo...

Mulher tem olhos arrancados em assassinato brutal na cidade de Mairiporã, e o delegado afirma se tratar de um ritual de RPG.
Felizmente, essa época de imbecilidade já passou aqui no Brasil (será?), e essa historinha de atribuir assassinato a jogo de RPG já passou.
Aproveitando a deixa daqueles tempos, esta é uma ideia de jogo baseada em uma notícia recente que NÃO está sendo investigada por um delegado evangélico roxo:


Vamos agora fazer uma linha de tempo alternativa, onde o delegado está sendo investigado por crimes de corrupção,e precisa urgentemente resolver um caso de grande repercussão para ganhar alguma moral contra a investigação interna.
Investigando o computador da suspeita, ele acha figuras de demônios entre os arquivos temporários, ligados a um site de RPG.

O delegado já ouviu falar deste tal RPG na igreja em que frequente, o filho de uma fiel passou por ritual de exorcismo para parar de jogar esse jogo. Ele decide seguir essa pista e confirma para a imprensa que já tem pistas da seita macabra responsável pela morte da dona de casa.
O técnico da delegacia descobre que o sobrinho da vítima estava com login em alguns sites de relacionamento do computador, e o jovem confirma que utilizou o computador da tia durante um churrasco durante o final de semana passado e visitou, inclusive, que foi ele que acessou o tal site de RPG.
Imediatamente, o rapaz de 19 anos é colocado sob custódia, como principal suspeito do crime, pois o delegado afirma para a imprensa que, baseado em imagens conseguidas na internet, trata-se claramente de um ritual de RPG.

A biblioteca onde o grupo de RPG do sobrinho da vítima se reúne para jogar nas tardes de sábado é investigado pela polícia, e outros livros de RPG com imagens de monstros e nomes estranhos são localizados, e um mandato de prisão preventiva contra os demais jogadores deste grupo pode ser expedido a qualquer momento.
É neste momento que começa o jogo: Os personagens serão os jogadores deste grupo, ou até mesmo pais destes rapazes, enfrentarão o mundo para provar que são inocentes.

A primeira constatação que farão é que a liberdade do amigo/filho não depende de justiça, e sim de burocracia.
Não importam as provas de que ele estava em outro local, a "investigação" o coloca como a ligação principal com a tal seita, e ele deve ser mantido preso para não interferir nas investigações.
O rapaz está em uma cela comum, pois não tem diploma nem nada, e cada dia nesse ambiente é uma tortura surreal para um jovem que, até ontem vivia em um confortável lar de classe média. Cada minuto conta para tirar ele de lá, ele poderá ter traumas para o resto da vida.
Outra pressão com a qual os personagens terão que lidar serão as falsas amizades da sociedade: Muitos "amigos" sabem muito bem que toda essa prisão é uma grande palhaçada, mas preferem ignorar o fato e não moverão uma palha para defender o rapaz, pois são mais fracos do que o sentimento de "o que vão falar de mim se eu aparecer defendendo esse rapaz, essas coisas de RPG aí, vai que tem alguma coisa mesmo".
Os personagens estarão por conta própria, e terão que fazer o trabalho da polícia para conseguir libertar o jovem inocente.

O que aconteceu de verdade?

Algumas linhas que você pode seguir no seu jogo:
- A dona de casa estava com depressão grave, deu trela pr'algum maluco da internet, embarcou na loucura dele e topou fazer um ritual para abertura do terceiro olho.
- O marido dela pode estar envolvido em algo grave na sua profissão (tem cargo importante no jornal "Estado de São Paulo") e essa morte foi apenas uma ameaça para algo muito pior.
- A mulher sabia de alguma jogada suja do marido, e ele armou o assassinato e disfarçou a cena do crime para despistar a polícia.
- O delegado tem a pista do que realmente aconteceu, mas como voltar atrás nesse momento traria um grande descrédito para ele, ele vai enrolando o caso até o julgamento (daqui a 5 anos).
- Ela realmente foi uma vítima anônima de um bando de fanáticos que estavam fazendo um ritual para qualquer coisa.
- Ela foi uma vítima por engano (por estar andando pela cidade sob efeito de grande dose de antidepressivos, foi confundida com uma mendiga) de uma seita mística que tem grandes poderes secretos de influência em toda essa cidade.
- O rosto estava completamente desfigurado, e por conta do reconhecimento ter sido feito apenas pelo marido, que estava chocado e ainda sob efeito de potentes remédios para dormir, o reconhecimento foi incorreto, e o corpo não era o da tia do rapaz. O sumiço dela será uma coincidência, pois ela simplesmente esvaziou sua conta e fugiu com um amante meninão na mesma madrugada.
- Quem cometeu o crime foi o Coronel Mostarda, utilizando o candelabro, no salão de música.


clique no cartaz e participe dessa campanha

sábado, 14 de janeiro de 2012

Val, a Glados brasileira

Mês de estréia de Big Brother Brasil, todos na torcida para que o Dead Set ocorra de dentro para... dentro da casa, mas o que interessa para o nosso jogo é que uma competição televisiva pode se tornar algo interessante.
Um exemplo que pode ser estudado é o programa "Solitários", que foi exibido "secretamente" no SBT.
O primeiro detalhe interessante está no fato de que, ao contrário de um apresentador xarope metido a poeta, Solitários é apresentado, conduzido e trollado por um computador.
Tá, não é um computador de verdade, é a prima da mulher do google, mas o efeito paranóico e semelhante ao conseguido no game "Portal", onde somente uma máquina conversa com você, sem nenhum contato com ser humano algum:


Mas o mais interessante neste reality show, é que todo participante deve ser tratado com a devida consideração, ou seja nenhuma.
Veja uma filhadaputisse em forma de prova neste episódio:


Se gostar, assista os outros episódios no youtube.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Aventura Solo: Eu, O Monstro


Aventura Solo RPG Eu o Monstro -

Você pode encontrar outros livros jogo nos links abaixo:

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Variações sobre o arquétipo de Sherlock Holmes

Para quem só está conhecendo agora, as primeiras histórias do detetive Sherlock Holmes surgiram em 1887, escritas por Sir Arthur Conan Doyle.

A inteligência e excentricidade deste detetive, sempre auxiliado pelas ponderações de seu amigo médico Dr. John Watson cativaram o público, muitas outras histórias vieram pela autoria do mesmo autor, e com o passar do tempo, com a criação do personagem caindo em domínio público, muitos outros autores ousaram colocar Sherlock Holmes em suas histórias.

Até hoje, o mito rende frutos, como uma nova franquia cinematográfica:


Muitos reclamaram das explosões gratuitas e da ação intensa que foram inseridas nessas novas aventuras do personagem, alegando que essa adaptação é uma afronta ao estilo investigativo e dissertativo da obra original de Sir Arthur Conan Doyle.
Mas será que o público atual, e até mesmo esses que estão reclamando, gostariam mesmo de assistir uma adaptação mais literal das aventuras de Sherlock Holmes?


É aí que podemos assimilar algo para o nosso Roleplay: a adaptação do personagem.
E não estou falando apenas da adaptação dos conceitos para o jogo, mas do reaproveitamento do personagem.

Os filmes recentes não são a primeira tentativa de adaptação do clássico personagem à um novo público:


ou então:


E é com o ratinho detetive que vemos que a essência do personagem pode ter novas incorporações, algumas mais óbvias:


outras nem tanto:


E aí? Já pensou num mago extremamente inteligente e arrogante e um clérigo prestativo que sempre são chamados quando algum efeito místico desconhecido ameaça a paz do reino? Ou então um hacker metido a besta com QI de gênio, acompanhado de um robô-pet mandão que fica sempre lembrando-o de seus compromissos fora do mundo virtual?

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Férias Frustradas 13: O Retorno de Jason

Época de férias, que tal dar um descanso para os personagens em um bosque mágico, administrado por um mago, com vários lugares agradáveis, cheios de luzes e aromas, habitado por amáveis dríades que satisfazem todos os desejos dos visitates?

E, obviamente, depois de algumas cenas de diversão e curtiçao, com os jogadores ignorando completamente algumas pistas que você possa dar (escritos rituais em algumas árvores, dríades sendo conduzidas tropegamente para a "manutenção"), com o grupo completamente separado pelo bosque, algo dá errado no encantamento que o mago, aliás, o necromante (dono do parque) estava utilizando, e os zumbis que ele estava transmutando como dríades começam a fugir do controle.

É uma ideia legal, apesar de ser uma ideia velha.
Com certeza, você já viu essa história antes:


Não se preocupe com essa aparente "falta de criatividade"; é muito comum aproveitar uma trama e só mudar o cenário.
Mesmo com o mesmo início de trama, diferentes possibilidades do cenário e diferentes ações dos personagens criarão novas histórias e diferentes diversões.
Confira esse lançamento cinematográfico de 1973:


É tão comum essa prática que, se você pesquisar sobre esses filmes, perceberá que o nome "Michael Crichton" irá se repetir em um importante cargo de bastidor.
Bem espertão o cara, hein?

Ah, e vai descobrir que o Samuel Jackson também passou pelo Jurassic Park!

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