sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Nunca nos Cinemas: The Raid

20 policiais de elite
1 impiedoso chefe do crime
30 andares de caos
Este é todo roteiro que você precisa para mestrar um jogo de ação.



É fato que a maioria dos jogadores não está nem aí para investigações, aliás, se for necessária alguma investigação para o jogo seguir, a aventura vai pro saco.
"The Raid" dá uma aula de ação para mestres de jogo, colocando a diversão acima de tudo.
Se os jogadores não perguntarem por reforço no começo do jogo, você pode até dispensar a trama com o tenente que o ocorre no filme.
Ops, seria esse um spoiler? ah, f###-se, vai falar que alguém assiste um filme desses só para valorizar a trama.
Não que a trama não seja importante, afinal, seria meio estranho largar os policiais atirando indiscriminadamente no meio da rua. No filme isso é resolvido fechando toda a ação dentro de um prédio (adivinha o que tem mira telescópica e não vai deixar ninguém colocar a cabeça para fora do prédio?).
Destaque vai para um detalhe que ocorre nesse filme, assim como na maioria dos filmes de ação: Do nada, os personagens partem pra porrada mesmo tendo armas de fogo.
Neste filme, as gritaria durante as cenas de porradaria é mais alta do que os estouros nos tiroteios.
Cair na porrada perde toda a graça, aliás, nem ocorre, quando alguém tem uma arma de fogo durante a peleja, para resolver isso, existe um ambiente fechado, onde um cara com uma faca pode até ter alguma vantagem contra um cara com uma arma de fogo, pois, se o atirador perder a iniciativa, dificilmente ele terá uma segunda oportunidade de utilizar sua arma. Coloca aí uma penalidade de -3 para quem utiliza arma de fogo em briga corpo a corpo.
Outra solução são manobras de desarme, que ocorrem mais facilmente contra uma arma de fogo do que contra um facão.
E sempre existe o fim da munição, fazendo com que o personagem utilize seu revólver como pedra e parta para o abraço.
E existe também a possibilidade de forçar o combate desarmado dando a última rajada de balas do pente nos pacotes de cocaína, deixando todo mundo com penalidade de -3 para perceber alvos em longa distância por estarem no meio de uma nuvem de pó e também com bônus de +2 para ataque e -3 para defesa por estarem bem doidões.
E não bastando isso, o filme ainda ensina como criar um vilão baixinho e invocado. Você vê o carinha no começo da história e não dá nada pra ele, acha que vai ser só mais um dos capangas que vai capotar na primeira curva em que ele encontrar os mocinhos. Que nada, o baixinho é mais nervoso que o Wolverine. E mais lôco que o Bátima.


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