segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Proibição do Card Goblins

A tirania das minorias que vem assolando o Brasil chegou no RPG, e a primeira vítima foi o Card Goblins, criação genial de Tiago Junges, o Coisinha Verde.

Foi sancionada na manhã desta segunda-feira, 29/10/12, a portaria outorgada pelo juíz Ricardo Lewandowski cumprindo a petição do Secretário de Políticas de Promoção da Igualdade Social Guilherme Arantes do Nascimento.

Segundo o secretário, "o jogo utiliza da fantasia para execrar uma minoria social, indo contra todos os esforços realizados pelo governo e pela sociedade em prol da igualdade social."
No texto da petição, o secretário afirma que o texto das cartas do jogo "é de cunho extremamente preconceituoso, incentivando o desrespeito e a agressão, com títulos como Goblin é Tudo Igual e Tia do Vudu."
Mesmo com a entrada de recurso contra a proibição, a empresa desenvolvedora do cardgame, no caso, o Coisinha Verde, tem cinco dias, contados a partir da data da homologação, para encerrar as vendas do produto em todo o território nacional.
Clique aqui para ler na íntegra a petição do secretário.

E os jogadores de videogame que se preparem. A Nintendo foi a primeira a se adequar aos padrões nacionais de regulamentação de mídias audiovisuais brasileiro, que deverá entrar em vigor a partir do ano que vem.
Confiram como ficou a nova versão de Pokémon, e vão imaginando a fofura que vai ser o próximo God of War que se propor a pisar em território brasileiro.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Moral e Ética

Os jogadores malemá pensam numa estratégia para derrotar os vilões; questionar a moralidade da missão que aceitaram ou a ética dos meios utilizados para cumprí-la, então, vão achar que é piada se alguém levantar esse assunto durante o jogo.
Se vai adiantar alguma coisa a leitura desse livro para seus jogadores? Eu não sei. Aliás, nem sei se esse livro tem alguma coisa a ver com esse post.
É anti-ético ou imoral colocar a ilustração da capa de um livro que eu não li e nem sei se tem alguma utilidade? Eu também não sei.

É muito comum os jogadores participarem de uma campanha de RPG como se joga um videogame: matando monstros e passando de fase.
Mas não podemos dizer que isso está errado.
Só que o RPG tem tantas possibilidades que eu fico frustrado de tanta gente só no "game", sem dar a mínima para o "roleplay".
Também não podemos dizer que isso é culpa exclusiva dos jogadores. Tem mestre de jogo que conhece tão mal seu mundo de jogo que qualquer decisão diferente dos jogadores estragaria seu jogo, portanto, ele trava a missão em um trilho e deixa o pessoal apenas rolando dados.

Tenho um exemplo duplo disso. Exemplo do mestre de jogo ditar as decisões dos jogadores por não saber o que fazer caso alguém tenha outra ideia, e também, por incrível que possa parecer, de este mesmo mestre, neste mesmo jogo, oferecer uma opção de decisão moral aos jogadores.
Era um jogo baseado em um filme, percebi isso no decorrer do jogo (a história estava, ao mesmo tempo, muito bem elaborada, mas sem nenhuma opção de desvio por parte dos jogadores; algumas cenas meio que aconteciam sozinhas), e confirmei depois com o mestre essa suspeita (ele tinha assistido o filme de madrugada e tinha achado uma excelente ideia transformar o filme em jogo, tomando inclusive, todas as decisões pelos jogadores, para que o jogo ficasse tão legal quanto o filme).
O filme deve ser bom, portanto, para não dar spoilers do filme, vou modificar alguns termos e situações no exemplo.
Era um jogo de faroeste, o grupo de jogadores foi recrutado por um rico fazendeiro para resgatar sua filha de um bando de ladrões.
Depois de várias pistas, que praticamente apareceram na frente dos jogadores assim que o mestre recomendou fortemente que investigássemos tal local, o covil do criminoso que tinha sequestrado a filha do fazendeiro saltou à nossa frente.

Nem tem muito a ver com o tema, mas só para vocês terem ideia da vergonha que um mestre passa quando decide mestrar um filme sem se importar com outros detalhes do cenário ou com o fato de que alguns jogadores gostam de pensar, enquanto os personagens vigiavam o esconderijo, aguardando a noite para uma infiltração furtiva, os vilões saíram para assaltar um trem.
Aproveitando a chance, sugeri uma invasão enquanto os vilões estavam fora do covil. Ao invés de 20 bandidos, enfrentaríamos apenas uns 2 ou 3 guardas.
O mestre disse que não era uma boa ideia, que o melhor era entrar à noite, mas quando questionado pelos motivos que os personagens teriam para chegar a tal conclusão, o mestre disse que os bandidos já estavam voltando do assalto (que, de acordo com o mapinha, ficava no dobro da distância que era do nosso esconderijo até o covil).
Deu vontade de entregar a ficha do personagem para o mestre e falar para ele jogar com meu personagem também, que eu ficaria lá só assistindo e ajudando a rolar os dados, mas não o fiz porque tinham jogadores novatos na mesa que estavam achando interessante a experiência, e também porque o mestre de jogo, na época, ocupava cargo de chefia num estágio do Léo. Pronto, falei.

Mas voltando ao tema da moral e da ética; nós entramos no covil à noite, conforme o planejado, e enquanto seguíamos o caminho que era indicado pelo mestre de jogo pelo meio do covil, nenhum bandido acordava e nenhum vigia conseguia nos enxergar (imaginando a cena, eu via claramente uma setinha de neon piscando e informando "por aqui").
Eis que chegamos a uma barraca onde dormia, abraçada ao chefe dos bandidos, a filha do fazendeiro.
Antes que uma extração furtiva da prisioneir fosse feita (tapando a boca da moça enquanto o bandido era amordaçado e degolado), todos acordam e a moça declara que não foi sequestrada, mas que decidiu fugir da casa do pai para viver com seu amante bandido.
Nesse momento, e somente nesse momento, o mestre de jogo teve até que repetir a pergunta: "E então, o que vocês vão fazer?"
Ele precisou repetir a pergunta umas três vezes para que alguém se animasse a tomar alguma decisão no jogo.
Ainda tínhamos condições de render o vilão e retirar a moça do covil, mas deveríamos fazer isso?
A ética de pistoleiros mercenários dizia que deveríamos cumprir nosso contrato, porém seria moral ir contra a decisão de uma mulher adulta?
O que fazer?
Influenciado pelas conduções que o mestre tinha realizado até o momento, tomamos uma decisão: sentamos o dedo naquela porra, arregaçamos a cabeça dos dois e ateamos fogo no acampamento.
Mentira, a gente fez um trato com a moça, levamos a moça até o pai em uma área afastada da mansão dele, pegamos nossa grana, e como nenhum dos capangas do fazendeiro estava por perto, ela tinha a decisão de ir com o pai ou declarar sua decisão e fugir correndo.
Obviamente, este não foi o final do filme, pois o mestre de jogo encerrou o jogo com essa cena, pois não sabia se, naquela situação, a moça fugiria de novo ou aceitaria voltar com o pai.

É uma decisão trabalhosa para o mestre de jogo, ele deve estudar muito bem antes todos os aspectos de comportamentos sociais e de características de personagens, para que assim, coloque os jogadores em um dilema moral e ético: Será que é certo cumprir a missão?
Como disse nosso advogado quando uma editora fechou contrato de exclusividade com nosso livro com a decisão de não publicá-lo (sem pagar pela publicação e nem liberar a obra para outra editora): Nem tudo que é imoral é ilegal, e nem tudo que é legal é moral.
Fornecendo informações relevantes do cenário, o mestre de jogo pode levar os jogadores a questionar o papel deles naquela trama: Será que é certo cometer um crime para salvar o mundo? O nosso sucesso trará o benefício para um e a miséria para mil, devemos vencer? O alvo agiu contra a lei mas salvou a garotinha, devemos prendê-lo?
Vocês já assistiram "As Cruzadas", certo?

Porra Ridley Scott, com todo esse passado me vem com essa m#### desse "Prometheus", parece que desaprendeu a fazer filme... está ficando gagá?

Quem assistiu vai lembrar de uma cagada astronômica que o paladino comete ao manter sua conduta moral.
Lembrou? Em determinado momento da história, tudo que o mocinho tinha que fazer era UMA indecência.
Porém, para manter sua honra, integridade moral e blá blá blá, ele decidiu não pegar esse "atalho".
Deu no que deu.
Se você não assistiu esse filme ainda, insista com seu professor de Hisória que ele vai acabar passando para a classe.

A sociedade costuma ditar os padrões de comportamento, algumas vezes de forma subjetiva, como conceitos religiosos, outras, de maneira objetiva, como normas e legislações, porém, a pedagogia do amor, o socialismo e os defensores dos direitos individuais se esquecem de um fator em suas teorias sociais utópicas: o fator de filhadaputice humano.
SEMPRE vai ter um brasileiro querendo levar vantagem no esquema, utilizando o benefício da lei como oportunidade para sacanear seus semelhantes: Existe a lei que garante o ensino superior para uma raça (só uma dúvida: os seres humanos são ou não são iguais perante a lei?), e já aparece um vagabundo que não vai se esforçar nos estudos porque sabe que sua vaga está garantida. Existe a lei que dá todas as chances do mundo para o menor de idade, e vai aparecer o delinquente juvenil que vai cometer a maior quantidade possível de delitos antes de completar a maioridade. Surge a lei que auxilia financeiramente as mamães de baixa renda a criar seus bebês, depois de nove meses forma-se um círculo viciosos de procriação humana para garantir o recebimento contínuo de tal benefício.
E o cara que denuncia e luta pela extinção dessas leis, que fala na cara dura que direito de ## é ####, seria este um cara antiético e imoral? Será mesmo que a sociedade apoia o cumprimento de uma lei mesmo sabendo que tal lei só prejudica a maioria honesta da nação em função do benefício injusto de alguns?
E aí? Toda lei é ética? Ou vivemos num paradoxo social?
Ladrão que rouba ladrão merece 100 anos de perdão? Um líder de quadrilha de saqueadores é o herói do sertão? Um ex-jogador de futebol que trai a esposa com profissionais do sexo (do mesmo sexo que o dele) é o herói de uma nação? O policial que abre a porta da cadeia para estupradores e assassinos durante o indulto de natal está cumprindo com a sua função de deixar as ruas mais seguras? Está correto auxiliar velhinhas a sacar dinheiro no caixa eletrônico mesmo não sendo funcionário do banco?

Outro exemplo interessante de dilema moral/ético que pode aparecer em uma história está em "Gone Baby Gone", com título brasileiro de "Medo da Verdade".
A história começa com o desaparecimento de uma garotinha.
Com personagens meio caricatos, a solução de mistério parece óbvia, mas a história acaba se desenvolvendo de forma envolvente, e uma escolha moral acaba se tornando o principal desafio do personagem.
Nem veja o trailer para não ter spoilers, a história conta com várias surpresas que recompensam as observações de observadores mais atentos.
E mais uma vez, é interessante ver um personagem ter que passar por um dilema desses, fazer sua escolha e arcar com as consequências.






domingo, 21 de outubro de 2012

Piotr Parkovisk on wheels?

Na primeira vez que eu tomei contato com os conceitos de elementos que se repetem em toda a narrativa, como na "jornada do herói" ou nas "funções narrativas", eu achei absurdo essa história de que toda a criatividade humana poderia ser resumida à uma dúzia de elementos que se embaralham e se repetem em todas as histórias.
Mas, realmente, essas teorias funcionam. É muito difícil de se fugir de todos esses elementos que já foram descritos. Alguma vez até aparece alguma coisa que parece diferente, mas ao se analisar melhor, é só um dos elementos com uma roupagem diferente ou uma mistura de dois elementos.
A história humana tem milhares de anos, assim como a arte de contar histórias, portanto, fica cada vez mais difícil alguém aparecer com alguma coisa realmente nova.
O problema é que a turma não está se aproveitando nem um pouco.
Imagine a história de um adolescente russo, que está gamado numa gatinha no colégio, só que ela não dá bola para ele, preferindo flertar com o amigo playboy de nosso herói.
De repente, esse jovem ganha um superpoder, e passa a desrespeitar as lições de vida do seu tutor.
Sempre lhe foi ensinado a ajudar o próximo, mas ele só utiliza seu novo poder para benefício próprio.
Acontece um crime, o jovem herói não utiliza seu poder para resolver a sua situação, e adivinha quem morre?
Depois que essa pessoa morre, o jovem herói se sente culpado por não compartilhar seu poder com a humanidade, e passa a fazer o que para se redimir deste erro?
E qual é o poder deste jovem herói?
Não, essa última pergunta não dá para adivinhar.
O poder deste jovem, este jovem que passa por um trauma para se tornar um herói, o poder dele é...

UM CARRO QUE AVUA!!!!
E o pior é que recentemente, até o Bátima ficou brincando com o aviãozinho dele durante todo o filme.
Só que dessa vez não dá pra falar que o plágio foi deles, pois "Black Lightning foi produzido 3 anos antes do "Dark Knight Rises".
Será que serviu de inspiração pros Nolans? Analisando bem, podemos até dizer os dois filmes tiveram quase a mesma quantidade de furos e absurdos no roteiro.
A vodka não aparece no filme, mas apareceu muito na mesa dos produtores do filme.
Se você tiver alguma ideia para jogo de RPG assistindo a esse filme, não jogue RPG. Compre um "Confraria dos Atiradores" e utilize os personagens prontos no site para fazer um RPG de CardGame.

E o troféu cerejinha do bolo vai para o celular do protagonista que consegue funcionar embaixo d'água! Tecnologia russa é outra coisa...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Incrementando a Religião em seu cenário

Então, eu escrevi umas graças aqui, mas aí chegou a atualização, eu fiz a besteira de assistir o vídeo, estou passando mal aqui.
A palhaçada da vez é essa aqui.
Nem vou comentar, entenda o que você quiser para a porcaria da religião do seu cenário. Faz lá, qualquer #####, inventa que tem um desfile de ######## gigantes todo ano e que dá sorte pegar nas bolas e facilita a gravidez se sentar em cima.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Adequação ao público

Muitas vezes, o mestre-de-jogo precisa adequar sua ideia original para um jogo de acordo com a mesa de jogadores.
Pode precisar inventar uma briga do nada, uns bandidos aparecem e sem motivo algum atacam os personagens. Pode parecer uma imbecilidade, mas salva o jogo para um grupo de jogadores que passou a última hora ignorando todas as pistas de investigação que o mestre deu, e nem pretendem investigar nada de estranho que ocorra durante a aventura.
Ou então, o mestre de jogo pode começar a elaborar preços de mercadorias entre vários reinos para jogadores que decidem iniciar uma rota de comércio ao invés de ficar atacando os coitados dos goblins que estão lá, de boa, na caverninha deles, com uns tesourinhos chinfrins que não prestarão nem para pagar o conserto das armas durante a invasão.

Mas pra tudo tem limite.
Precisamos avisar isso urgentemente para o George Lucas que, depois de colocar ursinhos no Retorno de Jedi para poder vender lancheiras, cortar todas as cenas que fariam o Anakin acreditar numa traição da Padmé com o Obi Wan só para diminuir a censura, ou então, fazer milhares de edições, colocando o boteco inteiro atirando antes do Hans Solo só para, sei lá para que; mas então, depois de todas essas, e muitas outras alterações em sua obra, esse pai desnaturado está lançando mais uma leva de dvds remasterizados para aproximar a saga de Star Wars do público que recebe bolsa família:

PORRA, GEORGE LUCAS!!!






segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Com grandes poderes...

Nem era para se esperar coisa diferente do DeadPool...



 Por que ainda não fizeram um filme com esse cara? Seria bem melhor do que o último filme do Bátima.


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domingo, 14 de outubro de 2012

Brincando com a comida

Vocês já perceberam como a inserção de elementos mundanos reais no cenário fantástico deixam as cenas muito mais divertidas?
Isso pode ser feito facilmente com comida.
Observem como a citação eventual de alguns mesmos alimentos acabam se tornando um brilho de realismo e toque de humor em alguns cenários.
E não estou falando só de personagens cômicos, como as Tartarugas Ninjas (pizza), o Groo (queijo derretido) ou Popeye (espinafre).
Recentemente, um quase improviso de ator acabou se tornando uma das referências mais divertidas do Universo Marver: o Shawarma!
Por aqui, o pessoal só viu uma ou outra reprecussão desta iguaria culinária, como no jogo dos Avengers no Facebook ou em algumas caricaturas. Isso porque, sei lá o porquê, decidiram por não colocar a cena pós créditos do filme Avengers por aqui.
Não estou falando da cena do Thanos, que é no meio dos créditos. No finalzinho dos créditos das versões norteamericanas e europeias do filme, o pessoal viu isso:


E encerrando o post, você sabia que o famigerado Shawarma é conhecido nas nossas calçadas pela alcunha de "Churrasco Grego"?


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Branca de Neve e a Vila das Mulheres Feias

Passou rápido, teve gente que nem percebeu, mas no filme "Branca de Neve e o Caçador" tem uma dica muito legal de construção de cenário.
Tem uma vila de pescadores, em que a Branca vai parar, que todas as mulheres tem grandes cicatrizes em todo o rosto.
A explicação para isso era a paranoia da Rainha, que caçava qualquer mulher que o espelho indicasse como sendo tão bela quanto ela. Para fugir desse destino, as mulheres desfiguravam as próprias filhas assim que elas começassem a se formar mulher.
Falando na Rainha, ela é a melhor coisa daquela porcaria de filme. Suas motivações, duas decisões, o modo como ela interferiu em todo o reino... Se fosse um filme da Rainha, com a Branca de Neve sifolendo no final, seria um bom filme.
O filme não é de todo ruim. Ele começou muito bem, mas muito bem mesmo, não só pela fortíssima construção de personagem da Rainha (vale assistir pelo golpe de estado que ela arma no reino), como também pela ação realista da Branca no começo do filme, dando indícios que esta seria a roupagem definitiva deste mito para o século 21.
Eis que, a ####### da ########## da atriz que interpretava a Branca de Neve, cansada de não conseguir fazer subir a pipa daquele ###### daquele filme de vampiros ############, decidiu dar uma chave de ######### em ninguém mais, ninguém menos do que o próprio diretor do filme que ela estava gravando.
Olha só, a ########### mirou alto, pra que pegar atorzinho de ############ que não apita nada na brincadeira? Ela foi direto no juiz da partida, e fez a cabeça do cara de tal maneira que o escravo da ####### fez tudo o que ela quis, transformou a frágil princesa em uma líder revolucionária, uma mistura de Joana D'Arc com Che Guevara.
Do nada (do nada não, né, teve muita ######### na cama do diretor para o infeliz do roteirista ter que reescrever tudo) a moça acorda, faz um discurso de guerra mais fodds do que o do William Wallace e comanda um exército contra a Rainha, utilizando uma das estratégias mais burras e vergonhosas já vistas em um filme.
Toma spoiler para não passar raiva quando assistir o filme: Ela coloca uma tropa para correr e cavalgar na direção do castelo em uma PRAIA!!!! Alguém já correu numa praia? Já cavalgou numa praia? Então... A imbecil já sabia que o castelo tinha flechas e catapultas de sobra para triturar qualquer imbecil que tentasse se aproximar pelo campo ABERTO da praia, e foi exatamente isso que a imbecil fez (queria porque queria uma cena cavalgando na praia com explosões ao fundo).
Ah, mas a estratégia principal dela era coisa de gênio, igual o imbecil do Capitão América no filme, que se entregou aos nazistas para que seus aliados entrassem de tirolesa numa janela do impenetrável quartel inimigo; a jênia da Branca contou para os anões um caminho subterrâneo para se chegar até o pátio do castelo e abrir os portões do castelo.
Até aí tudo bem, porém, os anões tinham que atravessar todo o páteo para chegar até a trava do portão, se esgueirando por guardas que estavam em alerta total por conta da invasão que se aproximava. Foi a furtividade mais rídicula depois do ladrão que ficou dando cambalhotas para não ser percebido pelo Beholder no primeiro filme do Dungeons'n'Dragons.

Voltando ao tema do post, você pode pegar algum aspecto da administração do reino para criar características únicas para as cidades que os personagens visitam.
Um grande exemplo está na nossa realidade terrestre, em várias vilar rurais chinesas.
Por conta do excesso de população, o governo chinês desincentiva a geração de um segundo filho nos casais. Se eles quiserem ter 1 filho, tudo bem; mas se quiserem ter 2 ou mais, eles deixam de receber benefícios do governo para o sustento da família e precisam pagar uma "taxa do segundo filho".
Somando-se a esse procedimento econômico, existe uma característica cultural que caracteriza a mulher como sendo um investimento sem retorno. As mulheres (das regiões rurais, principalmente) são apenas uma propriedade do pai que consome recursos, cresce, e passa a ser propriedade do marido. Apenas os filhos continuam com sua família, as mulheres devem abandonar as suas para se tornar empregadas na família do marido.
Muitos casais, ao se descobrirem pais de uma menininha, antevêem que ficarão sozinhos na velhice, sem filha e nem neto.
O resultado são vilas praticamente sem mulheres.
Aquela bebezinha que acabou de nascer é abandonada em um quarto específico do hospital, todos ouvem seu choro, mas o senso comum daquelas pessoas, não só o dos pais, mas também o dos médicos, enfermeiros, faxineiras e visitantes, diz que aquela porta não pode ser aberta; não antes de que o choro fique fraco, o tempo passe, e o fedor de um cadáver comece a incomodar o corredor.
Quem achar que eu sou um mentiroso filhadaputa que inventou essa história da bebezinha morta, vem me xingar nos comentários para ver o coice que lhe aguarda.



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Incrementando a religião do seu cenário

É uma religião que acredita numa profecia (no seu cenário, é claro, na realidade o pessoal já se cansou de inventar profecia e quebrar a cara quando ela não se cumpre).
Os membros dessa religião se dedicam a espalhar incansávelmente a palavra de seu deus, pois a tal profecia dizia que o fim do mundo só aconteceria depois que a palavra de seu deus chegasse a todos os habitantes do planeta, para que esses habitantes tivessem o justo direito de decidir entre seguir ou não tais palavras. Com o final do mundo, os que seguissem, iriam para o paraíso, e os que não seguissem, iriam para o inferno.

Eis que um grupo dentro dessa própria religião percebe que eles são um agente do apocalipse. Eles percebem que, se o fim do mundo só acontecerá depois que todos tenham contato com a palavra de deus, e são eles que estão promovendo o contato com essa palavra de deus, isso significa que são eles que estão proporcionando as condições para que o final do mundo ocorra.
Por conta disso, ocorre uma separação entre os fiéis, e o grupo "esclarecido" começa a matar em segredo os membros da religião original para salvar o mundo.
Várias hipóteses podem ser levantadas para esses crimes, como assassinos em série ou queimas de arquivo, e caberá aos personagens jogadores descobrir a origem dos assassinatos misteriosos que acontecerão simultaneamente em vários países.





segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Jogos Vorazes de RPG

Não me interessei no filme "Jogos Vorazes" por achar que seria uma cópia descarada do genial "Battle Royale".
Não tem como negar que o tema de jovens se matando em uma espécie de programa "Big Brother"   ocorre em ambos os filmes.
A curiosidade me levou a assistir Jogos Vorazes, e, realmente, são claras as semelhanças entre os dois filmes.

Porém, existem algumas diferenças interessantes no Jogos Vorazes. Mesmo que a autora do livro, Suzanne Collins, tenha se inspirado diretamente no filme (e mangá) Battle Royale, o filme acrescenta elementos interessantes na trama.
Além do conflito dos personagens, existe a situação crítica entre os estados rebeldes dos novos Estados Unidos, e existem também todos os bastidores do programa, com interesses políticos prejudicando a protagonista e a torcida do público podendo beneficiar os jogadores.
E é nessa parte dos bastidores que ocorreu uma situação muito parecida com alguns jogos de RPG.

Os jovens foram retirados de suas casas, e serão obrigados a se enfrentar até a morte para o deleite do estado que ganhou a guerra, e ainda assim, alguns destes jovens se mostram empolgados com a situação.
Mesmo com a obrigação futura de sobreviver matando outros jovens, inclusive o seu parceiro de estado, os jovens se mostram animados nas entrevistas, fazendo graça para a torcida e posando de artista para as câmeras.
O mais interessante é que isso não foi uma falha no roteiro. Os fatos foram apresentados de um jeito que mostravam como a vontade dos jovens foi moldada para aceitar e gostar desta situação.

O mesmo acontece em vários jogos de RPG, porém, sem essa parte de fazer o personagem aceitar o seu destino.
Os personagens dos jogadores entram todos animados nas mais profundas masmorras, sem se preocupar com a própria segurança.
E quando estão fora destas situações de perigo, os personagens nem se preocupam em tentar se estabelecer confortavelmente em uma casa ou iniciar um namoro com um amor da juventude; ele simplesmente gasta tudo que conseguiu em alguma arma mágica mais poderosa e volta para os perigos dos calabouços em busca de mais monstros e mais tesouros.
O que significa isso? O jogador realmente está interessado em interpretar um personagem ou só veio para rolar dados e conferir tabelas de poder?

E a culpa disso pode não ser do jogador. Alguma vez o mestre de jogo já chamou a atenção dos jogadores para o fato de que seus personagens tem interesses próprios? Ou será que a única motivação que é apresentada aos jogadores é uma seta piscando e dizendo "Go, go, go", empurrando-os para os desafios da próxima fase?

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domingo, 7 de outubro de 2012

Moonfest RPG SP


Presença confirmada de Roj Ventura!
Você que fica falando que esse site é isso, esse site é aquilo, quero ver falar na minha cara. E para não passar vergonha, venha de turma, porque aqui tem café no bulling.
Tem até mapinha para você não arregar alegando ignorância.

sábado, 6 de outubro de 2012

Empate nos 44 do segundo tempo.

Eis que surge um empate no finalzinho da brincadeira.Será que o Diego Freire vai ganhar esse live?


Na reta final, a turma se dedicou, tanto no esculhambadisquicamente como no artisticamente:




Domingo acaba o prazo, vamos ver se a galera do Diego e os Vandativistas desempatam ou se surgem um novo artilheiro na rodada.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ainda dá tempo de participar do live

A pontuação maior continua com a galera do Vandativismo, mas o empenho de jogadores como a turma do Leite estão me levando a acrescentar algumas premiações extras...

tava bem doidão o barba nesse dia, hein...

Esse arregaçou um só, mas arragaçou gostoso.


E a participante Manuela bem que tentou, mas não conseguiu derrubar nenhum cavalete, tadinha. Ainda assim vai ganhar o troféu cuticuti do live:


terça-feira, 2 de outubro de 2012

IRPGCast 93: MineCraft


Não é segunda-feira, e também não é de manhã; e ainda assim, está saindo um IRPGCast.
Por que acontece isso?
Porque o podcast é meu, e eu faço o podcast quando eu quiser.
Realmente, era para o podcast ter saído de manhã, mas eu estava muito ocupado jogando e Avengers, e é isso.
Quanto aos meses sem IRPGCast, a culpa foi dos vários projetos sendo desenvolvidos na Confraria dos Observadores.
Já foram finalizados alguns jogos, alguns últimos ajustes ainda estão sendo feitos, aos poucos eles serão revelados e disponibilizados para a venda, e ainda existem outros que estão sendo criados.
Também estamos preparando 2 livros eeeeeeeeeeeeeeeeeeee a batalha de miniaturas do Terras de Shiang, estamos estudando duas versões do jogo: uma com marcadores de papel, e outra com miniaturas de estanho.
Nesse meio tempo, tive uma ideia para jogo de RPG assistindo vídeos do jogo MineCraft, e é disso que falaremos nesse podcast.
Citamos vários mods para o minecraft, mas não estou disponibilizando o link de nenhum deles pois eu ainda não comecei a jogar MineCraft e a incompetência dos convidados beira a da câmara dos vereadores de Catanduva.
Mas a ideia é legal, se você conseguir implementar esse projeto em seu jogo, mande um mail ou comentário falando do resultado. Pode ser que, mesmo que não com o MineCraft, estamos falando do futuro de como jogar RPG.