quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O Munchkin dos MMORPGs

Realm of the Mad God tem a ousadia de utilizar gráficos 8bit em um game de rpg online.
E a ousadia não para aí, assim como RotMG desconstrói a aparência dos mmorpgs, ele também desconstrói todo o conceito de mmorpg.
Nada de história, nada de interpretação, nada de sentido, o que importa é matar monstros e subir de  nível.
As quests são indicadas por uma setinha com a representação do monstro alvo no canto da tela, nada de npcs dando quest e nem motivos para eliminar essa ameaça.
A formação de grupo também é extremamente simples, basta atacar o mesmo monstro que outro jogador estiver atacando que o grupo está formado.
É como a turma gosta de jogar D&D: Não interessa a história, vamos matar o monstro; estamos aqui pra rolar dado, não para ficar ouvindo NPC falando groselha.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Reciclada do Herói

Você já ouviu falar da "Jornada do Herói"? Joseph Campbell foi um estudioso de mitos que, no seu livro "O Herói de Mil Faces", identificou momentos que se repetem nas histórias de heróis mitológicos de várias civilizações.
É impressionante como essa estrutura pode ser reconhecida na maioria dos filmes, livros e até mesmo na sua mesa de RPG.
Conhecer essas etapas pode ser uma oportunidade para organizar os eventos previstos para a sua aventura e transformar sua sessão de jogo em uma história épica.
O ser humano é um bicho tonto mesmo... Por mais que reclame de plágio, de falta de originalidade e tudo o mais, esse bicho se sente incomodado quando esses fatos não se repetem em uma história. Quanto mais esses elementos se repetem, mais a turma acha legal a história.

Nem sempre ocorrem todas as etapas numa história, e a ordem dos fatores também pode variar.
Seria interessante você pesquisar e ler cada uma dessas fases, mas como eu conheço o público desse site, táqui um vídeo explicando cada uma dessas fases:
Procura que tem legenda em português.


A parte mais complicada de se fazer na mesa de jogo é a Ressurreição. É um evento que acontece depois do clímax da história, quando você acha que o vilão já tinha sido derrotado, e envolve elementos que deixam o final da história no limite entre algo sensacional ou muito forçado.
É uma ameaça ainda maior do que o vilão principal, pode até mesmo ser o próprio retornando do fundo do poço, mas com a força do ódio mortal, querendo matar o protagonista sem se preocupar com consequências, e uma rolagem de dados errada pode acabar de vez com a história.


sábado, 26 de janeiro de 2013

Nome de comidas

A culinária típica faz parte de um cenário, e uma maneira de incrementar esse elemento em seus jogos é inventar algumas histórias para o nome de alguns dos pratos locais. A história por trás dos nomes de alguns alimentos conhecidos nossos são até bem conhecidas, quanto a outras, apesar do nome sugestivo, só existem especulações sobre a sua origem (Jô Soares, no livro "O Xangô de Baker Street" brinca com isso, ao atribuir uma história para a crição da bebida "caipirinha") Um doce que está presente em todas as festas de aniversário, e carrega uma "história histórica" é o brigadeiro.
Durante as eleições de 1945, para arrecadar fundos para a campanha do Brigadeiro Eduardo Gomes, algumas senhoras do seu comitê decidiram vender "negrinhos" (que era o nome informal e politicamente incorreto do doce nessa época).
As vendas eram feitas referindo-se aos doces como "doces do Brigadeiro", termo que acabou se resumindo para apenas "brigadeiro".

Uma combinação de eventos deu nome para um prato internacional, o "carpaccio"
Em Veneza, no ano de 1950, uma cliente pediu um prato com carne crua, por receita de seu médico, e o chef Giuseppe Cipriani improvisou o tal prato, reforçando nos molhos para dar sabor à carne.
Por coincidência, estava em exposição na cidade uma exposição do pintor Vittore Carpaccio, e um dos frequentadores do restaurante fez a comparação da cor deste prato especialmente preparado com os tons de vermelho utilizados pelo pintor em suas obras. Feita essa relação, por esse nome o prato foi chamado quando outros clientes quiseram experimentar a iguaria.

Muita história existe também por trás do salgado "esfirra".
Perto do final da segunda guerra mundial, uma tropa otomana acreditou ter assassinado Hitler durante uma emboscada na Turquia, confundiram um oficial austríaco de alta patente com o fuhrer nazista.
Para comemorar o feito, os combatentes, um pouco embriadados, decidiram retomar um costume tribal e comeram a carne moída do tal oficial junto com uma massa de trigo improvisada com suprimentos.
A todo momento, chamavam o salgado de "ex-fuhrer", e mesmo depois de desfeita a confusão de identidades, o gosto pelo salgado permaneceu (mudando o recheio para carne de camelo), e conforme a receita foi se espalhando, o recheio foi se adaptando para carne bovina e o nome também foi se alterando, passando por "esfiha" e chegando a "esfirra" aqui no Brasil.

O "Bauru" também é um prato com história.
Um estudante de direito na cidade de São Paulo, vindo da cidade de Bauru, pediu uma modificação no lanche do restaurante "Ponto Chic", e outros frequentadores, querendo o mesmo prato, resumiram o pedido chamando o lanche pelo apelido do rapaz que o sugeriu, que era a cidade de onde ele vinha: Bauru.

Só para completar, uma curiosidade: Você sabia que o X, do X-Tudo, X-Salada e outros lanches tem origem no lanche básico de hamburguer com queijo? De origem estadunidense, o lanche se chamava cheeseburguer, e foi abrasileirado para X-Burguer (o X mantém o som da palavra "cheese").


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Você já ficou com dó do capeta?

Já imaginou seu personagem chegando todo animadão para dar um pau no monstro, e de repente, a situação do monstro é tão lascada que o personagem acaba se solidarizando com ele?

Incrementando a religião em seu cenáiro

Não, aí já não dá... Deve ser trollagem do cocadaboa...
O IRPG é um site que não se apega muito na moral nem nos bons costumes, mas essa dica para incrementar a religião de seu cenário não vai ser publicada aqui.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Roleplay no videogame

Até jogando videogame tem gente que encarna no personagem:







segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Metamorfose artística

Interpretar um personagem não é fazer sempre os mesmos trejeitos.
Tem jogador que faz sempre o mesmo personagem, só muda o nome.
Alguns atores devem ser estudados para entender como eles conseguem ficar irreconhecíveis de um personagem para outro:





Não acredito até agora, mas é o mesmo ator:



sábado, 19 de janeiro de 2013

Looper, Plagiadores do Futuro.

Histórias com viagem no tempo sempre dão merda.
Dá para levar a história se for uma comédia ou uma fantasia, mas como ficção científica, não dá.
E se o pessoal não dá conta de amarrar os deslocamentos temporais nem em filmes onde estão calculadas as ações de todos os personagens, imagina o paradoxo retrocontínuo que vira isso em uma aventura de RPG.
Estou voltando ao assunto porque, depois de encontrar várias críticas positivas sobre o filme "Looper", decidi assistir a obra.
Estou sem entender as críticas positivas. Teve gente que deu até 10 para o filme, chamou de original e tudo o mais.
Antes de tudo, aviso que o texto está cheio de spoilers, nem coloquei o trailer porque a conversa é com quem assistiu o filme, e não para incentivar o seu consumo.

Primeiramente, a trama do cara tendo que matar a sua versão no futuro é bacana, as possibilidades de interação entre esses personagens resulta em algo bacana, o problema é que a originalidade acabou aí.
A história já perde a credibilidade com o fato de que, ao invés de simplesmente utilizarem o forno industrial de alguma empresa de fachada, ou dissolver o corpo na banheira igual o Professor White faz no Breaking Bad, os bandidos do futuro utilizam uma máquina do tempo para enviar os condenados ao passado e pagam fortunas para assassinos aparecerem no local marcado e finalizarem o serviço.
O filme tenta sair deste furo com a frase "No futuro, é impossível sumir com uma evidência" e só. Ou seja, criaram uma máquina do tempo mas não conseguem criar uma câmara de desintegração. É aquela história da necessidade de 3 portugueses para trocar uma lâmpada, um para subir na escada e segurar a lâmpada e outros dois para ficar girando a escada. Até os mafiosos dos anos 30 tinham soluções mais práticas.
Ainda falando da existência da máquina do tempo: o filme dá a desculpa de ilegalidade das viagens no tempo para justificar a utilização das máquinas temporais, sobrando seu uso apenas para enviar condenados ao passado. É como inventar um telescópio só para apontá-lo para o sol e tentar fritar uma formiga na outra ponta.
Logo na sequência, outro furo: Perseguindo um looper do futuro que foi enviado para o presente e escapou da execução, eles pegam a versão presente do looper velho e começam a arramcar seus pedaços e obrigá-lo a comparecer no local da execução. Ninguém pensou em simplesmente matar o looper do presente para fazer sumir o looper do futuro.
Além dessas ingenuidades da trama, existem todos os paradoxos gerados no decorrer do filme, nem vou falar deles, vamos aos 4 filmes plagiados (que parece que nenhum crítico assistiu):
Os 12 Macacos: O cara volta no tempo para tentar evitar uma tragédia no futuro e descobre que ele é o causador desta tragédia. Sim, isso não é novidade, e o mais absurdo é que é o mesmo Bruce Willis que faz a merda nos dois filmes (ele mataria a mãe do moleque, dando motivos para que ele se tornasse o rei do crime no futuro).
Akira: Ninguém tinha visto uma criança entrar em surto de poder mental e explodir tudo ao redor dela?
Efeito Borboleta: Ao estudar todas as possibilidades, o protagonista toma a decisão de se matar para garantir um bom futuro para todos.
Exterminador do Futuro 2: Mate o vilão do futuro enquanto ele ainda é criança.

Cadê outros viajantes temporais interferindo na trama? E aquele poder de telecinese, sério mesmo que uma mutação surge na raça humana e sua única utilização é fazer moedas flutuarem? Os caras são assassinos, mas são obrigados a utilizar uma arma com alcance de apenas 10 metros para diminuir as chances de errar o tiro? Se o cara sabia que, em 30 anos, ele seria enviado para o passado, por que o filhadamãe não se escondeu direito? Toda uma gangue de Loopers no futuro sabiam que seriam enviados para a execução no presente, se conheciam, e nunca se organizaram para tentar lutar contra esse destino? Olha só que maneira boa de fidelizar um funcionário e evitar que ele nunca se revolte contra sua empresa: mande a versão futura dele para ser assassinada por ele mesmo, para que ele saiba que essa mesma instituição será responsável por sua morte.
Essas críticas favoráveis ao filme são algum tipo de trollagem e eu não fui avisado da brincadeira?