sexta-feira, 19 de julho de 2013

A Contadora de Histórias de Paranapiacaba



Ignácio de Loyola Brandão - O Estado de S.Paulo

...Acompanhei o pessoal da CPTM até a casa de dona Francisca Cavalcanti de Araújo, senhora de 78 anos, que lutou para que o trem voltasse à cidade, "para termos vida novamente. Não quero morrer sem ver o trem apitar na estação". Extrovertida, sorridente, dona de uma pequena loja de artesanato, no dia em que o primeiro trem chegou ela estava indisposta, não fez a viagem. O recanto dela é imperdível. Olhando objetos, numa parede dei com um poema emoldurado que ela escreveu sobre sua Paranapiacaba.
Aqui é a vila mágica/ A vila aparece/ E desaparece/ Tem horas que você vê o morro/ Tem dias que você não vê nada/ Parece o grande caldeirão/ Que você põe para esquentar/ E a fumaça vem para a vila apagar/ Tem bruxa no pedaço/ Com sua vara de condão/ E põe fogo no chão/ A fumaça aparece/ E a vila desaparece/ Como passe de mágica/ O morro a sumir/ E a fumaça a perseguir/ O dia não passa/ Nem as horas/ Só fica a fumaça/ Na cidade mágica. 

Um comentário:

  1. essa cidade realmente tem algo fantástico,e não é só o provolone do bar da zilda

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