quarta-feira, 29 de outubro de 2014

E a Fábula de Hoje é: Richelieu e os Juncos

Em uma tarde de verão, o Cardeal de Richelieu saiu de seu mosteiro para um passeio pelo bosque do rei.
Soprava uma brisa suave, favorável à caminhada, e o cardeal acabou se aprofundando em um recanto do bosque que ele não conhecia.
A noite começou a cair, e a vegetação florida do bosque deu lugar a uma mata sombria. Os pássaros cessaram seus trinados, e à distância eram ouvidos sons que o Richelieu não conseguia identificar.
Ele achava que estava voltando para o mosteiro, mas não tinha certeza, pois não conseguia ver trilha alguma.
A suave brisa não soprava mais, mas ainda assim algumas moitas se mexiam, e uma dessas moitas era mais alta, era uma moita de juncos, que disseram:
- Foda-se.




Moral da História:

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Fábula de Hoje é: A Formiguinha e os Juncos.

Certa manhã de inverno, uma formiguinha saiu para o seu trabalho diário.
Já ia muito longe a procura de alimento, quando um floco de neve caiu e prendeu o seu pezinho.
Aflita, vendo que não podia se livrar da neve, iria assim morrer de fome e frio, voltou-se para o sol e disse:

- Ó sol, tu que és tão forte, derrete a neve que prende o meu pezinho!

E o sol indiferente nas alturas, falou:

- Mais forte do que eu, é o muro que me tapa.

Olhando, então para o muro, a formiguinha pediu:

- Ó muro, tu que és tão forte, que tapas o Sol que derrete a neve, desprende meu pezinho.

E o muro que nada vê e muito pouco fala, respondeu apenas:

- Mais forte do que eu, é o rato que me rói!

Voltando-se então, para um ratinho que passava apressado,  a formiguinha suplicou:

- Ó rato, tu que és tão forte, que róis o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende meu pezinho.

O rato se assustou ao ouvir uma formiga falante, e pulou no meio de uma moita de juncos, que disseram para a formiguinha:

- Foda-se.




Moral da História:

domingo, 19 de outubro de 2014

Uma rápida análise sobre a situação econômica atual.

- Ei, me empresta uma moeda de um real?
- Tá aqui.
Voltou do banheiro e devolveu a moeda.
- Ué, usou pra que?
- É que por quinze centavos eu não iria enfiar a mão na privada.


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Fábula de Hoje: O Macaco e os Juncos

Um macaco estava pulando de galho em galho quando levou um tiro de um caçador.
Ele caiu dentro de uma moita de juncos, longe da visão do caçador.
O macaco estava morto, portanto, não falou nada, e ainda assim, os juncos responderam:
"Foda-se"



Moral da História:

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A Fábula de Hoje é: "O Carvalho e os Juncos"

Um grande carvalho, ao ser arrancado do chão pela força de forte ventania, rio abaixo é arrastado pela correnteza.
Desse modo, levado pelas águas, ele cruza com alguns juncos, e em tom de lamento exclama:
"Gostaria de ser como vocês, que de tão esguios e frágeis, não são de modo algum afetados por estes fortes ventos."
E eles responderam:
"Foda-se"


Moral da História:

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Um Exercício de Lógica sobre: Ofensa Política Indireta.

                 Em época de eleição, além dos cavaletes obstruindo as calçadas e os panfletos entulhando nossas caixas de correspondência, temos um meio de divulgação que também incomoda por todos os cantos da cidade: os carros de som.

                Esses carros poderiam estar apresentando os candidatos falando sobre suas propostas e seus feitos. Mas não, eles tocam “jingles” destacando o nome e o número do candidato, somados com vário adjetivos positivos aleatórios.
                Quem se divulga por meio de músicas, ao invés de usar argumentos, quer atingir o racional ou o emocional do público?
                Se despertassem a racionalidade do público, esses eleitores poderiam acabar pesquisando e descobrindo informações “desagradáveis” sobre esses candidatos.
                Atingindo o emocional, esse público ficará apenas com aquela musiquinha na cabeça, lembrando o número e o nome do candidato, mas não dando nenhum incentivo para que o eleitor pense sobre o que estará fazendo na hora do voto.
                A música age no subconsciente, o indivíduo submetido a música por muito tempo, é capaz de cantar com exatidão a música mesmo sem ter prestado atenção no seu conteúdo.
                Apesar do investimento massivo que políticos fazem nessa divulgação (lembre-se que além do salário do motorista do carro de som, existe o custo da adaptação destes veículos e o custo da produção destes “jingles”) essa não é uma técnica de controle mental infalível.
                Qualquer pessoa é capaz de pensar sobre o mundo ao seu redor, porém, muitos preferem simplesmente aceitar a informação que lhes é apresentada, sem questionamentos.
                É por isso que candidatos fazem tanto investimento nesse tipo de mídia, para garantir votos com a parcela mais ignorante do público.

                Infelizmente, pela baixíssima qualidade dos políticos eleitos e reeleitos, parece que é exatamente esta parcela menos capacitada da população que vem decidindo os rumos da nação.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O terror está nos olhos de quem vê.

E a diversão é olhar a cara de quem se assusta:



Excelente material produzido pelo blog D4 Nerds .
Quer saber mais sobre RPG? Também não adianta ir lá porque também não falam de RPG.

domingo, 7 de setembro de 2014

O Macaco, O Aranha, e o Cachorro-Aranha

O Globo Esporte de Quinta Feira transmitiu o depoimento da jênia que foi filmada chamando o goleiro dum time de "macaco", referência à cor de pele negra do sujeito.


agora chora, né trôxa!!!

Não satisfeitos em passarem a "Madalena Arrependida" uma vez, passaram de novo, mas dessa vez, criticando a psicopatia dela em estar muito mais preocupada com o grêmio do que com a ofensa: Colocaram um placarzinho mostrando quantas vezes ela falava do time e quantas vezes ela falava do ofendido.
Realmente, olhando sob esse aspecto, fica bem mais óbvio o obscurecimento mental da pessoa, que argumentou a paixão pelo time como motivo para a ofensa.
Realmente, um argumento imbecil, MAAAAAAAS, a última entidade do mundo que poderia criticar esse comportamento desta capivara humana seria uma emissora de tv que incentiva esse tipo de atitude:


E para finalizar, assista o próximo vídeo e reflita:


Preconceito é crime. Salvem as Aranhas.


Oferecimento:

sábado, 6 de setembro de 2014

Cartinha para o Pedrão

O feriado do Dia da Independência deveria ser marcado por um dia da semana, na primeira sexta-feira de setembro, pra não ter esse crime de feriado em final de semana. Se bem que aí a gente perderia aquelas terças e quintas de feriados prolongados...
Bom, de qualquer maneira, eu queria mandar uma carta pro Pedro Miguel de Alcântara Machado Costa e Silva Tupinambá de Almeida Borba Gato Whathever Tantofaz da Silva Portuga, vulgo Dom Pedro I:

Majestâncimo D. Pedro; Venho por meio desta singela carta pedir que Vossa Majestade volte a Reinar em nosso país. Pra início de conversa, nós não nos importaremos mais com seu caso depravado com Domitila (vulgo Marquesa), pois era somente uma prostituta que tínhamos que sustentar, em compensação hoje temos 513 no congresso. Saudades de Vossas Reais escapulidas. Gosto muito de pensar em sua esperteza lusitana! Muito me esclarece saber que a independência do Brasil começou na merda! Sim, sua real diarreia no momento em que assinavas a independência do nosso país afetou seu cérebro a ponto de escutar um povinho rico e sabichão que se mete num grupinho cheio de treta chamado maçonaria, convencendo-o a assinar o fatídico documento. Puxa, seu Real progenitor deve mesmo ter ficado muitíssimo chateado com a decisão de você querer assumir um país falido e f****que eles deixaram aqui e foram embrora. Lá de seu real trono deve ter rolado de rir de sua pitoresca atitude! Mesmo assim volte D. Pedro, mostra de novo sua espadona e faça com que Sr Bonfa mande embora esses palhaços que nem graça sabem fazer. Pelo menos traga junto os trapalhões, com esses a gente se divertia. Ah, e não se esqueça é melhor vir de navio mesmo, avião não é um meio de transporte confiável para aspirantes a cargos importantes por aqui...

sábado, 23 de agosto de 2014

Os autômatos de Jaquet Droz



E foram criados em 1770 por um relojoeiro!
Em pleno século XXI, a gente não consegue nem montar a coleção de transformesr do Gelatto...

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Exercício de Lógica sobre: Funk Ostentação

De repente, os programas de TV estão infestados de "cantores" de funk ostentação.
Qualquer tipo de programa de TV aberta, lá estão eles, tentando responder perguntas, desfilando cordões dourados exagerados, disparando novas gírias e fazendo seu barulho.
Sem discutir a qualidade musical deste estilo brasileiro ( o funk original nada tem a ver com essa mistura de rap com remixes), vamos tentar entender o motivo deste sucesso.
O funk, com estas características sonoras, já existe faz tempo; já fazia grande sucesso entre os jovens de todas as classes sociais. Estamos tentando entender porque, só agora, é que o funk impregnou a grande mídia.
A qualidade sonora é a mesma, mas o tema das letras mudou. Teve crítica social, passou para apologia ao crime, circula pelo sexo explícito, e chegou na ostentação. Por que somente quando o funk passou a valorizar bens de consumo inacessíveis para a maioria dos fãs é que ele "funcionou" para o público "global"?

Já é fato o procedimento de condicionar o gosto popular pela repetição. Isso já ocorre com propagandas políticas, boatos e músicas populares. Para um público que está acostumado a não questionar, "se uma mídia de massa diz que é bom, deve ser bom".
Para conseguir divulgação numa mídia de massa, dinheiro deve ser investido.
Mesmo lotando shows em bailes, o público não tem condições de pagar ingressos capazes de bancar toda essa divulgação.

Existem mecenas (pessoas ricas que investem em artistas sem necessidade de restituição) nas comunidades?
Existem interessados em lavar dinheiro (transformar dinheiro recebido de ações criminosas em dinheiro que pode ser declarado no imposto de renda) nas comunidades?
Partindo da suposição de que é maior a possibilidade de existir alguém querendo lavar dinheiro, vamos entender como isso pode funcionar:
 - O ingresso para o baile funk custa R$50,00.
 - O falso mecenas compra todos os ingressos (esse tipo de compra é anônima, não se tem registro de quem comprou, mas a administração do show pode registrar a entrada limpa desse valor) por R$50.000,00.
 - Os ingressos são distribuídos (ou vendidos por R$1,00) entre a comunidade.
 - A administração do baile paga R$15.000,00 para os artistas e despesas do baile.
 - A administração do baile, que é do próprio falso mecenas, fica com R$35.000,00 limpinhos, com fonte de renda declarada.

Quem poderia ser esse falso mecenas? Acredito que a resposta óbvia é o traficante.
Será que o traficante não fazia isso antes?
Os shows de funk podem sempre ter sido patrocinados por traficantes (existem até "obras" compostas em homenagem a alguns chefões), mas não cairia bem para um traficante a divulgação de um artista seu cantando incentivos a assassinatos de policiais.
Funks sobre sexo também sofreriam uma certa resistência das mídias.
Funks engraçadinhos ou sobre temas femininos até fizeram algum sucesso, mas por que só o funk ostentação brilhou tanto?
Suas letras incentivam o consumismo de artigos de luxo, como jóias, veículos importados ou roupas de marcas.
São produtos incompatíveis com a renda média dos moradores das favelas. Alguns pais gastam todo o salário do mês para comprar o tênis da marca que o filho faz questão.
Estariam os traficantes aliados aos revendedores de produtos de elite?
Um pai não tem condições de comprar um perfome da Ferrari para seu filho adolescente. Já um adolescente, que trabalha para o tráfico, pode comprar até um veículo Ferrari se subir rápido na cadeia de comando.
Ao mesmo tempo que o tráfico de drogas limpa o seu dinheiro com o Funk ostentação, o funk ostentanção planta na mente dos jovens um ideal de sucesso que, na realidade deles, só pode ser atingido por meio do funk, do futebol, ou do tráfico.
Como não existem tantas vagas assim para funkeiros ou futeboleiros, resta a carreira do tráfico para seguir o sonho da ostentação.
Agora, todo final de semana na TV, aparece um funkeiro para fazer barulho e te convidar para o ostentoso mundo do crime.

Será que os administradores das mídias não sabem dessa relação? Ou será que esse estudo de lógica não faz sentido algum? Ou será que um estudo de lógica sobre as mídias se faz necessário?


sábado, 12 de julho de 2014

Passou no cinema?: Anna (Mindscape)

Imagine o poder de assistir as memórias de uma pessoa. Este é o elemento ficcional neste thriller de investigação Anna (ou MindScape).

Uma patricinha problemática é investigada por um detetive mnemônico, e mesmo dentro das memórias dela, a dúvida continua: ela é a vítima ou a assassina?
É uma maneira interessante de ilustrar os poderes mentais muitas vezes utilizados em jogos de RPG, que muitas vezes são resolvidos em simples rolagens de dados.




segunda-feira, 7 de julho de 2014

Passou nos cinemas?: Sob a Pele

Sob a Pele é aquele filme que gerou comentários mesmo antes do lançamento por causa das cenas de nudez da Scarlett Johansson, porém, a vagarosidade silenciosa do filme fugiu do sucesso.
O filme é lento, longas tomadas com os personagens fazendo as mesmas coisas, e para piorar as coisas, os protagonistas não falam.
Não que sejam mudos, mas eles só falam o que é necessário para enganar os humanos. Suas verdadeiras intenções, seus sentimentos, não são revelados por palavras. O filme exige muita atenção aos detalhes para ser compreendido. Talvez esse seja o motivo das cenas longas e arrastadas, dar um tempo para o espectador ficar especulando "o que será que ela/ele está pensando?" "será que é por causa disso que fizeram aquilo"?
Apesar da sensualidade ser a arma da/do personagem da Scarlett, faz falta a palavra "it", pois com o passar do filme, você percebe que você não sabe se aquele ser que está "sob a pele" de humano é macho ou fêmea, aliás, parece não ter sexo algum.

Apesar de não ser um filme de ação, ele dá uma ideia sensacional para jogos de RPG, um tipo de predador disfarçado de humano (como vampiros ou "invasores de corpos"), mas que não conta com poderes absurdos. Eles são apenas operários de uma colmeia, agindo em sincronia e eficiência para fazer sua comunidade funcionar.
O filme não explica o que eles são, a sinopse fala que são alienígenas, mas isso não é explicado em nenhum momento no filme, aliás, nada é explicado, o filme não tem intenção nenhuma de te explicara nada, ou você entende a piada, ou já era.
O final é bobo (ou eu é que fui bobo de não entender o final). Depois de uma cena impressionante, o filme acaba de maneira boba, um personagem toma uma atitude forçada e temos um final poético. E bobo. Se alguém assistir e quiser trocar ideias sobre um final melhor, avisa lá nos comentários que a gente pode soltar uns spoilers.

Ah, outro detalhe impressionante: Algumas cenas foram gravadas com câmera escondida. As pessoas que participaram da cena com a Scarlett (que estava irreconhecível com uma peruca morena) nas ruas não sabiam que estavam participando de um filme.





sexta-feira, 4 de julho de 2014

A Mártir da Copa 2014

Hanna Cristina dos Santos tinha uma passageira especial naquela quinta-feira, dia 3 de julho de 2014, dia de jogos das oitavas de final da copa do mundo de futebol.
Já fazia um ano que Hanna dirigia o micro-ônibus que fazia a linha Conjunto Felicidade / Shopping Del Rey, em Belo Horizonte, e naquele dia ela estava acompanhada de sua filhinha, Ana Clara, de 5 anos.
De repente, ela percebeu o viaduto em construção sobre a avenida Pedro I estava desmoronando. Foi muito rápido, mais de vinte vidas no seu veículo, ela tentou segurar o veículo pesado que dirigia, freiou o máximo que pode, mas não o suficiente para evitar que a frente do micro-ônibus entrasse embaixo das toneladas de aço e concreto que estavam desabando.
Diante da inevitável tragédia, seu último movimento foi empurrar para trás sua filha.
Hanna Cristina dos Santos, 26 anos, morreu esmagada pela queda do viaduto. O impacto foi tamanho que chegou a levantar a traseira do veículo. Sua filha, e todos os passageiros do ônibus sobreviveram, apesar dos ferimentos graves.
O viaduto que desabou era uma das obras de mobilidade urbana para a copa, deveria auxiliar no transporte de torcedores até o mineirão, porém, não só não foi construído a tempo como também desmoronou. Uma obra emergencial (para não precisar de licitação), feita na pressa, com a única intenção de lucrar com o desvio de verbas que só uma copa do mundo pode proporcionar.
Hanna morreu por causa de você. Não "por você", mas "por causa de você", filhadaputa, que fica comemorando os gols da copa, como se jogos de futebol fossem a coisa mais importante de suas vidas.


sábado, 14 de junho de 2014

Postagem irrelevante

é que, de repente, bateu uma saudades...


e em breve, nos cinemas, de novo:


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Desfile Cosplay no R P Anime Fest


porque o site é meu e eu posto o que eu quiser.

Heróis do Brasil

Uma médica brasileira criou uma fibra que permite a cirurgia de bebês ainda na barriga da mãe, sem a necessidade de retirar a criança do útero, o que aumenta em muito os riscos.
Essa invenção brasileira está salvando muitas vidas por todo o mundo, só que o telejornal falou o nome da médica tão rápido, e só uma vez, que eu nem consegui decorar.

Já do Neimar, o pessoal decorou até o nome da namorada.
Vergonha.


sábado, 24 de maio de 2014

Um exercício de Lógica sobre: Duplas Sertanejas

 Todo dia aparece uma nova dupla sertaneja fazendo sucesso.
 Todo mês são anunciados eventos com participação dessas novas duplas, e independente da obscuridade dessas duplas, as macacas de auditório já cantam decor os supostos sucessos destes cantores.

 Como explicar a rápida ascensão dessas duplas sertanejas com qualidades medíocres e repetitivas?

 O caminho para o sucesso não está na competência musical, mas sim na política.

 Formar uma dupla sertaneja é simples, basta juntar um cara de voz fina com um cara que toca violão. A letra da música também é fácil, em uma tarde de boteco, duas ou mais letras são compostas.
 A parte mais difícil é conseguir uma combinação de nomes próprios que ainda não foram utilizados para formar o nome da dupla.
 Até esse ponto, dupla sertaneja é tudo igual. O que vai decidir o sucesso da dupla é o agenciador dos "artistas" é a oportunidade.
 Eventualmente, prefeituras fazem eventos para animar o povo e desviar a atenção pública dos verdadeiros problemas da cidade.
 Além disso, os administradores públicos sempre estão interessados em um desvio de verba.
 Serviços artísticos, assim como campanhas publicitárias, não tem uma tabela fixa de valores. Um quadro de R$30,00 hoje, poderá valer R$30.000,00 no ano que vem (geralmente, depois da morte do pintor).
 Uma dupla sertaneja, que está acostumada a receber R$300,00 por noite para tocar em forrós, não reclamaria de receber R$5.000,00 para tocar no palco de um evento municipal.
 Algumas semanas antes do evento, a estação de rádio da cidade passa a tocar as músicas dessa dupla, que deve ser de uma cidade distante. Se a dupla fosse da cidade, a população não acreditaria no sucesso que o locutor atribui a essa dupla.
 Mas o locutor não fala de graça sobre o sucesso dessa dupla.
 O evento municipal já foi acertado antes com o empresário da dupla, que utilizou parte do cachê para "convencer" seu contato na estação de rádio do sucesso desta dupla.
 E durante o evento, o povo fica feliz por assistir de graça, ou por um ingresso popular, o show dos artistas "famosos", e os administradores públicos ficam mais felizes ainda recebendo parte do cachê que foi pago aos artistas.
 
 Atribuindo alguns valores especulativos a este espetáculo, a conta ficaria assim:

- O município contrata o show dos artistas por R$30.000,00. Esse valor é pago com dinheiro do município, dinheiro vindo dos impostos. O empresário até fornece para a prefeitura uma nota fiscal pela contratação da dupla. No papel, tudo fica limpinho.

- O empresário gasta R$5.000,00 com publicidade da dupla (rádio, cartazes, fotos, etc)

- R$5.000,00 vai para a dupla.

- R$5.000,00 é embolsado pelo empresário.

- R$15.000,00 é distribuído entre os membros da administração pública que combinaram a contratação da dupla sertaneja. Atenção: Esse dinheiro vai para o bolso dos indivíduos, e não de volta para o caixa da prefeitura.

 Em resumo, todo o show é armado para que o dinheiro público seja distribuído entre os envolvidos, e principalmente, entre aqueles que tem a "chave do cofre".

 É esse o segredo do sucesso instantâneo das  novas duplas sertanejas.

Disclaimer: Todas essas conclusões são meramente especulativas. Qualquer confirmação com a realidade não é culpa minha.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Enquanto isso, na biblioteca da escola...

 Tenho o costume de pegar livros na biblioteca da escola; é uma maneira de pesquisar e recomendar livros aos alunos.
 Recentemente, peguei um livro infanto-juvenil ganhador do prêmio Alfredo Machado Quintella e Selo de Ouro categoria jovem da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. É um dos livros enviados pelo Ministério da Educação para as escolas, aqueles com o selo de "Venda Proibida".

 Que livrinho chato...

 E não é por ser infanto-juvenil. Frequentemente escolho livros desta linha, não só por gostar, como também para poder recomendar aos alunos.
 A livros infanto-juvenis é permitida uma certa ingenuidade, são aceitas algumas "facilidades" de roteiro, mas aquele livro era muito chato. Personagens desinteressantes, situações bobas, nenhuma empolgação. Adiantei as páginas para ver se o fraco mistério da trama valeria a pena. Não valia.
 Como um livro tonto desses foi tão premiado?

 Lendo a bio da autora, descobri que ela teve o conjunto de sua obra escolhido para constar no catálogo permanente da Feira de Frankfurt, na Alemanha, figurando entre os 25 principais escritores brasileiros no gênero infanto-juvenil.

 Feira de Frankfurt?...

 Lembram do boicote que o Paulo Coelho fez na última Feira de Frankfurt?
 E se recusou a participar porque a comitiva brasileira era formada apenas por amigos dos amigos do governo brasileiro, deixando de lado excelentes autores, com grandes sucessos  no Brasil, como Eduardo Spohr, Raphael Draccon e André Vianco.
 Acho que isso explica muita coisa.


sábado, 3 de maio de 2014

Talvez nos Cinemas: The Machine

O que define um ser vivo como tal?
O que diferencia um humano de outras formas de vida?
Onde está a alma do ser humano?
Só o ser humano tem alma?
Existe alma?

O filme "The Machine" não responde nenhuma dessas perguntas, mas faz essas perguntas de maneira sensaconal.



"The Machine" é um filme de ficção científica filosófica. Apesar dos lapsos de cenas de ação no trailer, o foco desse filme são os questionamentos sobre o que pode ser considerado vida.



terça-feira, 29 de abril de 2014

Somo todos macacos

Acho que eu já vi esse filme antes.

Alguém já se questionou se a banana foi jogada apenas pela "cor" do jogador Daniel Alves, ou se o motivo foi a nacionalidade dele?
Com todos os exemplos que o Brasil está dando por conta da Copa, em breve coisas piores serão arremessadas nos jogadores brasileiros.

sábado, 26 de abril de 2014

Vou ser otário da Copa

Quando você achava que não tinha como o povo brasileiro ser mais imbecil com relação à Copa, eis que existe essa opção:





Esse jornalista é o Paulo Eduardo Martins, que recentemente foi afastado da televisão por "decisões administrativas". Ditadura também se faz com corte de verbas.

Oferecimento:


quinta-feira, 24 de abril de 2014

O que o Papa aprenderia se jogasse videogame.

 Recentemente, o Papa, mais uma vez, pediu a paz aos países que estavam em guerra ou pretendiam iniciar uma guerra.
 Será mesmo que ele acredita que, apenas com um pedido e uma oração, os dirigentes desses países pensarão: "Ah, quer saber, deixa essa guerra pra lá, me dá aqui um abração!"? Será que o Papa é tão ingênuo assim?
 Se o Papa tivesse jogado um videogame de estratégia chamado "Lords of the Realm 2" ele saberia que não é assim que a humanidade funciona.
 "Lords of the Realm 2" é um antigo game de estratégia, muito semelhante aos jogos da série "Total War", com uma mistura de administração e combate.
 Existem 3 tabuleiros no jogo. Um é o mapa geral, que mostra as fronteiras dos reinos (baseados na Europa Medieval), os domínios e a movimentação das tropas; outro é o terreno de combate, que se forma quando exércitos se encontram e o jogo entra em fase RTS (estratégia em tempo real); e o terceiro é uma representação de cada reino, é onde o jogador administra seus recursos.
 Essa fase administrativa é muito importante, pois é a partir dela que o jogador consegue armas e soldados para a fase de combate.
 Ao contrário das fases de combate, que ocorrem rapidamente com base em algumas decisões estratégicas, as fases administrativas são desgastantes, exigem muitas decisões e planejamento, principalmente se o jogador possuir vários territórios.
 Essa fase administrativa envolve colocar a população para trabalhar na produção de alimentos, mineração, treinamento militar, etc.
 Outro detalhe interessante do jogo é que você disputa o continente com outros 4 nobres, controlados por inteligências artificiais capazes de detectar ameaças e fazer ameaças, propor alianças, etc.
 Em uma das partidas, decidi adotar uma estratégia pacífica: dominei rapidamente os territórios neutros, fiz alianças com os nobres mais próximos (mesmo tendo que pagar alguns tributos para eles) e fiquei só cuidando dos meus territórios, deixando os outros nobres brigando e se enfraquecendo.
 A estratégia começou bem, dei sorte dos aliados vizinhos honrarem seus acordos após receberem seus tributos e meus territórios seguiam prosperando.
 Porém, lá na frente, minha estratégia começou a ruir, e eu corria o risco de perder todos os meus territórios mesmo sem sofrer nenhum ataque externo.
 Para explicar este paradoxo, terei de fazer uma pequena tese de mestrado sobre

"A Alocação de Recursos Agropecuários
em "Lords of the Realm 2""
(calma, Papa, chegaremos já já na parte da guerra)

 Cada território tem uma determinada quantidade de terrenos que podem ser utilizados para plantio de trigo ou criação de gado.
 É dessa atividade que vem a alimentação da população daquele território.
 Você pode decidir também quantas refeições a sua população terá: Quanto mais refeições, mais feliz fica o seu povo; se as refeições forem racionadas ou acabarem, a insatisfação do povo aumenta.
 Quanto mais feliz a população, maior é o índice de reprodução; e quanto mais infeliz, maior a possibilidade de formação de exércitos rebeldes em suas terras.
 Voltando para a agricultura: quanto mais pessoas trabalhando no campo, maior é o retorno da terra, porém, existe um limite de acordo com a quantidade de terrenos; atingido esse limite, não adianta colocar mais pessoas trabalhando que a produção de alimentos não vai aumentar.
 É aí que a coisa começou a complicar: Mesmo colocando esse excesso de população em outras atividades produtivas, a troca desses produtos por alimentos no comércio externo não gerava refeições satisfatórias para todos.
 Mesmo com o consumo reduzido, a produção de alimentos não dava conta, e os estoques estavam baixos.
 Por experiências anteriores, eu sabia que exércitos rebeldes estavam para surgir em meus territórios.
 O quê fazer?
 Eu reuni todas as tropas de uma região e ataquei traiçoeiramente um dos meus aliados. Conquistei seu território, mas meu problema continuava: tinha conseguido as terras e os estoques deste novo território, porém também tinha novas bocas para alimentar lá, e ainda faltavam alguns turnos para colher o trigo.
 Todas as minhas armas já estavam sendo utilizadas para equipar novos soldados, a era de paz tinha acabado.
 Mesmo com as vitórias, o risco de rebelião por falta de alimentos continuava. Minhas conquistas só estavam aumentando a minha população.
 Situações desesperadas exigem medidas desesperadas: mesmo não tendo armas, recrutei vários soldados e os enviei para a guerra.
 Eles lutaram apenas com seus rastelos e, quase que em sua totalidade, morreram.
 A intenção dessas tropas de rasteleiros não era ganhar os combates: serviam apenas para mobilizar os exércitos inimigos para pontos menos estratégicos e diminuir a minha população.
 Em pouco tempo, a alimentação estava estabilizada e a satisfação popular voltava a aumentar.
 Voltando para a nossa realidade, é fato que os recursos terrestres são limitados, ao contrário da capacidade de reprodução humana.
 A ciência humana até poderia criar novos meios de multiplicação dos recursos, mas muito mais empenho é aplicado em avanços de cirurgia plástica peniana do que em sustentabilidade.


 Resumindo toda essa dissertação para o Papa: Cada vez que ele diz "Crescei-vos e Multiplicai-vos", ele incentiva a humanidade a dar mais um passo em direção à guerra.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Os novos 10 Mandamentos

 Em agradecimento pela inclusão da Teoria Criacionista nos livros didáticos, o Vaticano abrirá espaço para a inserção de um capítulo científico na Bíblia.
 Ainda no início da gestão do Papa Francisco, foram escolhidos grupos acadêmicos nos 10 países com maior presença católica, como Brasil, Itália, Espanha, Haiti e Angola.
 No Brasil, foram escolhidas mentes brilhantes como José Aristodemo Pinotti, Marilena Chauí, Jair Bolsonaro, Humberto Gessinger e Moacyr Franco.
 Pensando em conjunto, essa mente internacional formulou uma versão científicamente correta dos dez mandamentos.
 A versão confirmada no dia 27/03/1014 é a seguinte:

1- Manter a humanidade abaixo de 500 milhões num perpétuo equilíbrio com a natureza.
2- Controlar a reprodução de maneira sábia – aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade.
3- Unir a humanidade com um novo idioma vigente.
4- Controlar a paixão – fé – tradição – e todas as coisas com razão moderada.
5- Proteger povos e nações com leis e cortes justas
6- Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas em uma corte mundial.
7- Evitar leis insignificantes e governantes desnecessários.
8- Balancear direitos pessoais com deveres sociais.
9- Valorizar a verdade – beleza – amor procurando a harmonia com o infinito.
10- Não ser um câncer na Terra – Deixar espaço para a natureza.

 Também foi decidido que o escritor inglês Neil Gaiman será convidado para escrever as circunstâncias em que tais mandamentos seriam encontrados/criados/psicografados.

 A previsão é de que até o final deste ano essa nova versão da bíblia esteja concluída, e o Vaticano até já abriu licitação para escolher a empresa responsável por toda essa reimpressão.





sábado, 5 de abril de 2014

As bombas que salvaram o Japão

 A Segunda Guerra Mundial já estava praticamente acabada; o Japão perdia batalha atrás de batalha, mas continuava lutando.
 Ao contrário de ser um ato heroico, essa insistência era um ato de arrogância.
 A propaganda interna dizia que eles estavam ganhando a guerra, que a vitória estava próxima, e para conquistar essa vitória, toda a força de trabalho estava sendo recrutada, soldados cada vez mais jovens estavam sendo enviados para morrer nas ilhas do pacífico, com estratégias baseadas em condições inexistentes e com ataques suicidas sendo a única opção.
 Enquanto isso, a população civil era espremida pelos altos tributos exigidos para sustentar as tropas. A cada recrutamento, menos trabalhadores sobravam no campo para produzir alimentos.
 O Japão encaminhava sua população para uma morte miserável, com a intenção de encaminhar seus soldados para a morte certa.
 Recuar não era uma opção. Soldados tinham ordens de se matar antes de se render ao inimigo.
 Em agosto de 1945, os Estados Unidos cometem o pai de todos os atentados terroristas, soltam duas bombas atômicas em áreas civis do Japão, matando mais de 200.000 civis.
 O fato destas bombas não explodirem nos afastados campos de batalha, e sim, em dois centros urbanos do país, fez com que população e governantes acordassem do delírio em que estavam vivendo: O inimigo era superior, e eles não tinham como lidar com mais daquelas bombas "sobrenaturais" que eram capazes de atingir seu território nacional.
 Em menos de 1 mês depois, o Japão assinou sua rendição, soldados dos dois lados pararam de morrer, os japoneses foram obrigados a cumprir algumas exigências militares, e então, com menor arrogância dos seus governantes e mais consciência dos seus habitantes, o Japão voltou a crescer, e se desenvolveu num ritmo nunca visto antes.
 Como seria o Japão em uma realidade alternativa, onde os Estados Unidos, por considerar um ato de terrorismo atacar um alvo civil mesmo durante a guerra, não tivesse utilizado as bombas atômicas?

Oferecimento:
Ninguém quis oferecer essa postagem.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Voz da Verdade do Globo Esporte

 Na HQ "V de Vingança" existe um personagem multinível chamado "Voz da Verdade".
 É uma voz que aparece em várias mídias enaltecendo os feitos dos governantes e fazendo a população acreditar apenas naquilo que interessa ao governo.
 Do outro lado do microfone, a "Voz" é um simples locutor, escolhido pelos marketeiros do governo por seu tom de voz único.
 Nesse nível pessoal, a Voz é apenas um colecionador de bonecas, com um salário confortável, que não tem a mínima noção, e nem se importa, com o que acontece fora da sua "casa de bonecas".
 Uma voz grave e sóbria que conduz os civis para a ignorância, assim como a voz animada dos locutores de futebol na nossa realidade.
 Não estamos mais falando de uma sociedade fictícia de história em quadrinhos; estamos falando daqui, Brasil, 2014, o "Ano da Copa".
 Mensaleiros "presos" em clubes particulares, governadores e secretários de mãos dadas com empreiteiras para desviar verbas da construção de ferrovias, malabarismos jurídicos para justificar a compra de uma refinaria no exterior por um custo de 1.000% superior ao de mercado, novos impostos sendo criados a cada sessão parlamentar,... Todas essas, e muitas outras atrações, são apresentadas diariamente nos telejornais.
 Não existe nenhuma "Voz da Verdade" escondendo essas informações, mas logo depois que essas notícias são dadas, o apresentador do telejornal emenda um: "E agora vamos aos gols da rodada".
 E se tiver mais notícia ruim para o próximo bloco, ela será seguida por um "E agora, vamos aos gols do campeonato espanhol".
 Programa esportivo é o que não falta, exitem vários, até mesas de debate sobre futebol, e essas mesmas "notícias" são repetidas estrategicamente dentro do telejornal, apresentadas por comentaristas animadíssimos, que, aparentemente, não prestaram atenção alguma na grave notícia política ou econômica que acabou de ser informada.
 Será que os apresentadores e comentaristas de programas esportivos são alienados mesmo, ou será que eles fazem ideia de como estão sendo utilizados como a "Voz da Ilusão" do governo?

E agora, vamos ao vídeo do "Celera Jesus!"

Percebeu como você esqueceu de quase tudo o que você leu só por causa de uma véia falando palavrões? Você até iria fazer um comentário na postagem, mas depois do vídeo decidiu compartilhar apenas a santa boca-suja no Facebook.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Entendendo a Sucessão Monárquica

 Sempre que tinha um golpe de estado (ou seria "golpe de reino") em alguma monarquia, os novos líderes tinham a preocupação de matar todos os membros da antiga família real, incluindo bebês e até alguns primos distantes.
 E para garantir o sucesso do tal golpe de reino, algum descendente, mesmo que indireto, de alguma antiga linhagem real da região, tinha que fazer parte dos usurpadores (sempre quis usar essa palavra).
 Tudo isso acontecia para que a tomada de poder não fosse questionada pela população.
 A igreja atribuía um valor divino ao sangue real, e a turma aceitava sem questionar essa autoridade.
 Se um grupo assumisse o poder sem um "neto do tio da prima dum rei duma província que nem existe mais", aumentaria o risco de outro grupo interessado pelo poder achar um "neto do blá blá blá dum obscuro rei" e começar a arrebanhar o povo em uma revolta para colocar no trono o seu "legítimo herdeiro".


 Para ilustrar esse comportamento popular, vamos transferir essa situação para os tempo modernos.
 Era uma vez um vereador que sempre se elegia com o voto dos evangélicos. Ele visitava as igrejas, realizava eventos, aparecia nas fotos, e já havia sido eleito por quatro vezes.
 Uma bela noite, o pastor da principal igreja que esse vereador visitava decidiu esvaziar a conta no banco e fugir com uma amante.
 O vereador, preocupado com seus eleitores, tentou assumir a igreja, porém, a esposa traída do pastor escolheu outro fiel para assumir a igreja.
 Então, o vereador decidiu denunciar na justiça todas as irregularidades que estavam sendo cometidas pelo antigo pastor, principalmente, o desvio de verbas da igreja (o pastor, de origem pobre, morava em uma mansão que ocupava meio quarteirão, mas mesmo assim o rebanho nem desconfiava desse roubo).
 Após essa denúncia, ele propôs, juntamente com outros membros, uma eleição para decidir democraticamente os novos líderes da instituição.


 Resultado: os fiéis decidiram seguir a escolha da esposa do ex-pastor (vista como "herdeira do trono") e fizeram um protesto no centro da cidade contra o vereador, em repúdio à decisão de eleição dos novos líderes (na qual eles mesmos poderiam votar).
 Parece uma imbecilidade as pessoas abrirem mão do direito de decisão em função de uma improvisada hereditariedade do cargo, e é a mesma atitude da idade média que levava o povo a preferir o parentesco (mesmo que distante) do seu governante ao invés da competência.

oferecimento:


sábado, 15 de março de 2014

Os Fabulosos X-Alphas

 "The Alphas" é uma série com 2 temporadas produzida pelocanal SyFy.
  Sua proposta funciona como um excelente cenário de supers com baixo nível de poder.


 A ideia central do seriado são raras pessoas que desenvolvem poderes como indução mental, super força, sinestesia extrema, etc; e essas ocorrências ainda são um segredo para a sociedade.
 O grupo protagonista é uma espécie de X-Men ao contrário: Eles são alphas que trabalham para o governo, com a missão de investigar e combater ações de outros alphas.
 O problema de resolver o grupo de personagens-jogadores já está resolvido: em algum momento os personagens manifestaram poderes e foram recrutados pela agência para resolver problemas alphas.
 O seriado tem um ritmo mediano, com histórias que se encerram no próprio episódio, mas sempre deixando uma peça indicando que uma trama maior está acontecendo.
 Eu até estava desistindo no meio da 1ª temporada (quando comecei a ver House of Cards), mas o Gelatto insistiu na recomendação e eu voltei a assistir.

 Os principais vilões são a organização terrorista Red Flag, formada por alphas não controlados pelo governo.
 Durante os confrontos com os alphas, alguns questionamentos vão se desenvolvendo, e tudo explode no final da primeira temporada, gerando um dos ganchos mais instigantes que eu já vi em séries.
 Foi um alívio poder assistir o primeiro episódio da segunda temporada logo em sequência, e foi muito bom ver que os questionamentos continuarão a temperar a série.

oferecimento:

quinta-feira, 13 de março de 2014

Superfilmes Subestimados

 A nerdalhada costuma reclamar muito de filmes de super-heróis, porque no quadrinho  o vilão era diferente, porque na história tal ele usou outro poder, porque nessa fase ele não usava aquele traje, e mimimis afora.
 Uma experiência interessante é perguntar para alguém que não acompanhava as as hqs deste personagem o que ele achou do filme. Será que o fã não gostou porque o filme realmente é ruim ou será que é porque ele esperava apenas uma cópia fiel na tela dos mesmos quadrinhos que ele leu?

 Histórias precisam de adaptação para diferentes mídias, um filme baseado em um livro não pode ser resumir a um ator, sentado em uma poltrona, lendo todo o conteúdo do livro.

)

 O "Besouro Verde" foi um exemplo deste tipo de decepção. Muitos, que nem conheciam o personagem original, esperavam um cover do Batman com um Robin chinês. Assistiram uma comédia com duas cenas de ação e acharam o filme uma porcaria.
 Já quem assistiu um filme esperando apenas um filme divertido, como o próprio trailer apresentava o filme, saiu satisfeito: se divertiu com a competência do ajudante diante da boçalidade do protagonista, e curtiu algumas cenas de ação estilosas.

)

 Outro caso é a "Mulher Gato", feito no embalo dos filmes do Batman. É claro que um filme no universo do Batman SEM o Batman seria um lixo.
 Como previsto, o filme foi um fiasco: aquela origem com divindades egípcias não convenceu, e a ausência do Batman foi imperdoável.
 Porém, o que poucos sabiam, é que antes de ser uma vilã do universo do Batman, a Mulher Gato era uma heroína em sua própria revista. Quando a DC comprou a editora da Mulher Gato, a personagem foi modificada para virar coadjuvante do Batman. E foi baseada nessa primeira versão da Mulher Gato que os espertalhões de Hollywood fizeram o filme.
 Mais uma vez, quem não tinha a mínima ideia de quem era a Mulher Gato, ou quem já sabia dessa antiga versão dela, gostou do filme.

 Não que sejam filmes excelentes, mas são boas diversões na Sessão da Tarde.
Já os filmes do Lanterna Verde e do Superman são ruins mesmo.

sábado, 1 de março de 2014