quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Só a Ciência Salva

A intenção aqui não é ficar esculhambando religiões, aliás, se as pessoas prestassem mais atenção nas suas religiões, perceberiam que todas elas encaminham o mundo para um inevitável fim (apocalipse, ragnarok, arrebatação; o nome muda mas o mundo acaba do mesmo jeito).
A intenção é alertar para a chegada do fim do mundo, já que as religiões não estão conseguindo fazer isso de maneira convincente.


A vida humana na Terra é uma combinação de 1.000 acertos (ou erros) críticos num D1.000 nos testes de combinações de proteínas.
O planeta Terra não se formou com a intenção de servir de lar para a humanidade, assim como os demais elementos do universo não têm a intenção de decorar as noites terrestres.
99% das formas de vida que passaram pelo planeta Terra já estão extintas, e essa extinção continua até hoje. Todo dia tem planta, inseto, bactéria, mamífero, ou qualquer espécie de vida sendo extinta por aí (muitas nem mesmo foram catalogadas pelos humanos antes de sumirem).


Recursos naturais finitos não irão se multiplicar só porque os seres humanos precisam consumí-los, o planeta não interromperá o seu ciclo de aquecimento e resfriamento só porque os humanos precisam de condições climáticas adequadas, asteroides não se desviarão daquele planetinha azul só porque ele é o lar dos humanos.

Os humanos já tiveram muito tempo para se conscientizar disso, já deveriam estar desenvolvendo soluções para contornar esse final de sua espécie, porém, o que o ser humano ficou fazendo nesse meio tempo? Brigando? Jogando bola? Rezando? Comprando Magic?
Muita gente reclama dos satélites enviados para os cafundós do universo, ou dos robôs enviados para marte; dizem que o dinheiro gasto nessas brincadeiras deveria ser utilizado para acabar com a fome na África. Ou seja, aqueles que tentam entender a formação dos planetas para prever o possível futuro do planeta Terra são taxados de insensíveis para com os problemas da humanidade.

A estética barroca pregava que o homem nada pode diante da onipotência divina. Tem gente que acredita nessa estética do século XVII até hoje, e desiste diante de grandes dificuldades, achando que somente uma divindade seria capaz de tal coisa, como por exemplo, fazer chover.
Outros preferem estudar a chuva e fazer chover:

E se estudassem um pouquinho mais, seriam capaz de evitar enchentes, detectando movimentos de nuvens e forçando a chuva antes que elas atinjam áreas de alagamento, como a China fez durante as Olimpíadas de 2008.
Será que passando "Mundo de Beackman" ao invés de novelas na televisão a humanidade terá uma chance de salvação?

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Pegadinha do Jão Kréber



Ele é bem burro, né?
Sabe quem é mais burro do que ele? Quem reclama que a administração pública está um lixo e depois reelege o prefeito/governador/presidente.


Oferecimento:

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Atenção Senhores Pais

Educar os filhos com chineladas é uma atitude retrógrada e ineficiente.

Acompanhe a evolução dos tempos, chinelada evoluiu para panelada!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Planeta dos Macacos: A Involução

O filme começa com um bando de jovens andando aos zurros pela calçada, as meninas vestidas como putas, os meninos com bonés e bijuterias que poderiam pagar uma mensalidade escolar, de repente, um livro cai misteriosamente na frente deles.
Eles se aquietam, olhando assustados para o livro no chão, um zumbido grave começa a aumentar, os jovens circulam o livro, um deles se aproxima, tenta tocar o livro, um deles encosta, outro, mais confiante, dá um tapa e as páginas se abrem.
O zumbido aumenta, os jovens finalmente tocam o livro sem medo, o erguem com várias mãos e passam a arrancar as páginas, sujando a rua com o papel, urrando e pulando, e o zumbido se torna um "eu quero tchu eu quero tchá" sertanejo.
Nesse momento, o filme mostra que já estamos no planeta dos macacos, explica que o que aconteceu não foi a evolução dos macacos, e sim a involução dos humanos.
Crianças que nascem com distúrbios cerebrais porque sua mãe é viciada em drogas ou faz dieta durante a gravidez, adolescentes que se orgulham de passar vergonha com um som automotivo ensurdecedor tocando "músicas" de péssima qualidade, homens que pagam R$50,00 para assistir um jogo de futebol ao invés de investir um pouquinho mais e levar toda a família para assistir um bom filme no cinema; a quantidade de exemplos seria capaz de lotar um filme de 4 horas e ainda fazer uma trilogia.
Os últimos humanos tentam sobreviver em meio a tanta barbárie, evitam falar sobre livros em rodinhas de conversa no trabalho, fingindo que é normal ir na casa de parentes e encontrar a televisão ligada no Domingão do Faustão com o funk ostentação como atração, tentando dirigir entre motoristas que não têm a mínima noção do que significa ligar a seta ao fazer uma curva ou guardar o lixo dentro do carro até chegar em uma lixeira, escondendo suas verdadeiras opiniões para não serem hostilizados por macacos que preferem acreditar na teve ao invés de ter pensamento próprio.
A cena final será um desses sobreviventes ligando o rádio de carro e um samba começa a tocar. Horrorizado, ele reconhece que o que está tocando é uma versão sambeada de um antigo sucesso do Nirvana.
Com lágrimas nos olhos, o sobrevivente se descontrola e grita: "Seus maníacos! Ouçam o que vocês fizeram! SEUS MANÍACOS!!!

Seria muito deprimente jogar RPG neste cenário, melhor extravasar seu desejo imediato de vingança neste cardgame:

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Quarto Poder não é imune à Bruxa de Blair

A imprensa, com sua capacidade de influenciar pessoas e mobilizar os outros poderes, sempre se considerou acima da realidade, jogando com peças alheias.
No filme "Bruxa de Blair", em determinado momento, com os personagens andando perdidos pela floresta, um personagem é questionado sobre o porquê dele insistir em continuar filmando esses momentos a esmo, e ele responde que estar por trás da câmera dá uma sensação de impessoalidade, como se ele estivesse apenas assistindo a situação, e não fazendo parte dela.
Mas no final do filme, spoiler, a Bruxa cata todo mundo, mesmo com câmera na mão.
Parece que a imprensa percebeu isso na semana passada.
Indiferentes de sua responsabilidade, a imprensa vem agindo como uma puta paga nos últimos tempos: Fala por alto das notícias importantes, e fica se dedicando a frivolidades como dietas e celebridades. Para desviar a atenção da população da desgraça que está acontecendo em seu próprio país, logo depois de dar alguma informação que poderia levar a população a alguma conscientização, entram notícias sobre futebol e esportes em geral.
Vem funcionando; funcionando muito bem. A boiada passa mais tempo calculando quantos pontos faltam para seu time se classificar no campeonato do que entendendo como está sendo administrada a verba pública por seus governantes.
Quantas e quantas vezes os protestos não estavam estourando por todo o país, e os noticiários só falavam de transferência de jogador de futebol para time de outro país.
Até que um rojão literalmente estourou na cabeça de um cinegrafista televisivo durante um protesto.
Foi a primeira e única vez que vi um programa de esportes ser interrompido para falar de algo relevante: Neste domingo, dia 09/02/2014, o Esporte Espetacular da Globo fez uma pausa para falar do estado de saúde do cinegrafista da Band.
Será que a imprensa vai se tocar de sua humanidade, e começar a divulgar o que realmente importa?
Ou acham que ficar falando da magreza de ex-BBB vai impedir que o próximo rojão estoure no rabo de um deles?

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Byzantium: Vampiros de Chtulhu

Não tem nenhuma citação de Chtulhu no filme, mas o modo como esses vampiros são criados bem que poderia fazer parte do universo Lovecraftiano. A história começa como um drama familiar, e aos poucos a verdade vai se revelando. O filme mostra como se pode fazer um filme romântico com a temática vampiresca sem ser um exercício de tiazona ociosa.

Outra lição que o filme dá é a releitura do mito. Para ilustrar uma dessas diferenças, um pequeno spoiler que aparece logo no começo: O que cresce e fica pontiagudo não são os dentes caninos, mas a unha do polegar. Assistindo o filme, acaba fazendo todo sentido. A trama se desenrola como um drama, com as personagens contando aos poucos seu passado em comum, e quando a verdade se revela, você, jogador de RPG, ganha um PAAAATCHA dum cenário para novas aventuras com esses seres mitológicos. Sem entregar surpresas, até escolhi um trailer sem legenda, tente não traduzir para curtir ainda mais as revelações da história.
O filme começa parecendo um drama lésbico, mas não desista,fica melhor a cada unhada. Eu assisti por dica do Pokoloko, ele falou: "É um filme de vampiro diferente, com a mesma atriz do "Hanna" vai e assiste". Não queira saber mais, assista. E depois é só jogar nesse novo mundo vampiresco, talvez de Chtulhu também.

Quer um sistema de regras para montar esse cenário? Tá aqui: