quinta-feira, 27 de março de 2014

Entendendo a Sucessão Monárquica

 Sempre que tinha um golpe de estado (ou seria "golpe de reino") em alguma monarquia, os novos líderes tinham a preocupação de matar todos os membros da antiga família real, incluindo bebês e até alguns primos distantes.
 E para garantir o sucesso do tal golpe de reino, algum descendente, mesmo que indireto, de alguma antiga linhagem real da região, tinha que fazer parte dos usurpadores (sempre quis usar essa palavra).
 Tudo isso acontecia para que a tomada de poder não fosse questionada pela população.
 A igreja atribuía um valor divino ao sangue real, e a turma aceitava sem questionar essa autoridade.
 Se um grupo assumisse o poder sem um "neto do tio da prima dum rei duma província que nem existe mais", aumentaria o risco de outro grupo interessado pelo poder achar um "neto do blá blá blá dum obscuro rei" e começar a arrebanhar o povo em uma revolta para colocar no trono o seu "legítimo herdeiro".


 Para ilustrar esse comportamento popular, vamos transferir essa situação para os tempo modernos.
 Era uma vez um vereador que sempre se elegia com o voto dos evangélicos. Ele visitava as igrejas, realizava eventos, aparecia nas fotos, e já havia sido eleito por quatro vezes.
 Uma bela noite, o pastor da principal igreja que esse vereador visitava decidiu esvaziar a conta no banco e fugir com uma amante.
 O vereador, preocupado com seus eleitores, tentou assumir a igreja, porém, a esposa traída do pastor escolheu outro fiel para assumir a igreja.
 Então, o vereador decidiu denunciar na justiça todas as irregularidades que estavam sendo cometidas pelo antigo pastor, principalmente, o desvio de verbas da igreja (o pastor, de origem pobre, morava em uma mansão que ocupava meio quarteirão, mas mesmo assim o rebanho nem desconfiava desse roubo).
 Após essa denúncia, ele propôs, juntamente com outros membros, uma eleição para decidir democraticamente os novos líderes da instituição.


 Resultado: os fiéis decidiram seguir a escolha da esposa do ex-pastor (vista como "herdeira do trono") e fizeram um protesto no centro da cidade contra o vereador, em repúdio à decisão de eleição dos novos líderes (na qual eles mesmos poderiam votar).
 Parece uma imbecilidade as pessoas abrirem mão do direito de decisão em função de uma improvisada hereditariedade do cargo, e é a mesma atitude da idade média que levava o povo a preferir o parentesco (mesmo que distante) do seu governante ao invés da competência.

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sábado, 15 de março de 2014

Os Fabulosos X-Alphas

 "The Alphas" é uma série com 2 temporadas produzida pelocanal SyFy.
  Sua proposta funciona como um excelente cenário de supers com baixo nível de poder.


 A ideia central do seriado são raras pessoas que desenvolvem poderes como indução mental, super força, sinestesia extrema, etc; e essas ocorrências ainda são um segredo para a sociedade.
 O grupo protagonista é uma espécie de X-Men ao contrário: Eles são alphas que trabalham para o governo, com a missão de investigar e combater ações de outros alphas.
 O problema de resolver o grupo de personagens-jogadores já está resolvido: em algum momento os personagens manifestaram poderes e foram recrutados pela agência para resolver problemas alphas.
 O seriado tem um ritmo mediano, com histórias que se encerram no próprio episódio, mas sempre deixando uma peça indicando que uma trama maior está acontecendo.
 Eu até estava desistindo no meio da 1ª temporada (quando comecei a ver House of Cards), mas o Gelatto insistiu na recomendação e eu voltei a assistir.

 Os principais vilões são a organização terrorista Red Flag, formada por alphas não controlados pelo governo.
 Durante os confrontos com os alphas, alguns questionamentos vão se desenvolvendo, e tudo explode no final da primeira temporada, gerando um dos ganchos mais instigantes que eu já vi em séries.
 Foi um alívio poder assistir o primeiro episódio da segunda temporada logo em sequência, e foi muito bom ver que os questionamentos continuarão a temperar a série.

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quinta-feira, 13 de março de 2014

Superfilmes Subestimados

 A nerdalhada costuma reclamar muito de filmes de super-heróis, porque no quadrinho  o vilão era diferente, porque na história tal ele usou outro poder, porque nessa fase ele não usava aquele traje, e mimimis afora.
 Uma experiência interessante é perguntar para alguém que não acompanhava as as hqs deste personagem o que ele achou do filme. Será que o fã não gostou porque o filme realmente é ruim ou será que é porque ele esperava apenas uma cópia fiel na tela dos mesmos quadrinhos que ele leu?

 Histórias precisam de adaptação para diferentes mídias, um filme baseado em um livro não pode ser resumir a um ator, sentado em uma poltrona, lendo todo o conteúdo do livro.

)

 O "Besouro Verde" foi um exemplo deste tipo de decepção. Muitos, que nem conheciam o personagem original, esperavam um cover do Batman com um Robin chinês. Assistiram uma comédia com duas cenas de ação e acharam o filme uma porcaria.
 Já quem assistiu um filme esperando apenas um filme divertido, como o próprio trailer apresentava o filme, saiu satisfeito: se divertiu com a competência do ajudante diante da boçalidade do protagonista, e curtiu algumas cenas de ação estilosas.

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 Outro caso é a "Mulher Gato", feito no embalo dos filmes do Batman. É claro que um filme no universo do Batman SEM o Batman seria um lixo.
 Como previsto, o filme foi um fiasco: aquela origem com divindades egípcias não convenceu, e a ausência do Batman foi imperdoável.
 Porém, o que poucos sabiam, é que antes de ser uma vilã do universo do Batman, a Mulher Gato era uma heroína em sua própria revista. Quando a DC comprou a editora da Mulher Gato, a personagem foi modificada para virar coadjuvante do Batman. E foi baseada nessa primeira versão da Mulher Gato que os espertalhões de Hollywood fizeram o filme.
 Mais uma vez, quem não tinha a mínima ideia de quem era a Mulher Gato, ou quem já sabia dessa antiga versão dela, gostou do filme.

 Não que sejam filmes excelentes, mas são boas diversões na Sessão da Tarde.
Já os filmes do Lanterna Verde e do Superman são ruins mesmo.

sábado, 1 de março de 2014