sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Um Exercício de Lógica sobre: Ofensa Política Indireta.

                 Em época de eleição, além dos cavaletes obstruindo as calçadas e os panfletos entulhando nossas caixas de correspondência, temos um meio de divulgação que também incomoda por todos os cantos da cidade: os carros de som.

                Esses carros poderiam estar apresentando os candidatos falando sobre suas propostas e seus feitos. Mas não, eles tocam “jingles” destacando o nome e o número do candidato, somados com vário adjetivos positivos aleatórios.
                Quem se divulga por meio de músicas, ao invés de usar argumentos, quer atingir o racional ou o emocional do público?
                Se despertassem a racionalidade do público, esses eleitores poderiam acabar pesquisando e descobrindo informações “desagradáveis” sobre esses candidatos.
                Atingindo o emocional, esse público ficará apenas com aquela musiquinha na cabeça, lembrando o número e o nome do candidato, mas não dando nenhum incentivo para que o eleitor pense sobre o que estará fazendo na hora do voto.
                A música age no subconsciente, o indivíduo submetido a música por muito tempo, é capaz de cantar com exatidão a música mesmo sem ter prestado atenção no seu conteúdo.
                Apesar do investimento massivo que políticos fazem nessa divulgação (lembre-se que além do salário do motorista do carro de som, existe o custo da adaptação destes veículos e o custo da produção destes “jingles”) essa não é uma técnica de controle mental infalível.
                Qualquer pessoa é capaz de pensar sobre o mundo ao seu redor, porém, muitos preferem simplesmente aceitar a informação que lhes é apresentada, sem questionamentos.
                É por isso que candidatos fazem tanto investimento nesse tipo de mídia, para garantir votos com a parcela mais ignorante do público.

                Infelizmente, pela baixíssima qualidade dos políticos eleitos e reeleitos, parece que é exatamente esta parcela menos capacitada da população que vem decidindo os rumos da nação.


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