domingo, 21 de outubro de 2012

Piotr Parkovisk on wheels?

Na primeira vez que eu tomei contato com os conceitos de elementos que se repetem em toda a narrativa, como na "jornada do herói" ou nas "funções narrativas", eu achei absurdo essa história de que toda a criatividade humana poderia ser resumida à uma dúzia de elementos que se embaralham e se repetem em todas as histórias.
Mas, realmente, essas teorias funcionam. É muito difícil de se fugir de todos esses elementos que já foram descritos. Alguma vez até aparece alguma coisa que parece diferente, mas ao se analisar melhor, é só um dos elementos com uma roupagem diferente ou uma mistura de dois elementos.
A história humana tem milhares de anos, assim como a arte de contar histórias, portanto, fica cada vez mais difícil alguém aparecer com alguma coisa realmente nova.
O problema é que a turma não está se aproveitando nem um pouco.
Imagine a história de um adolescente russo, que está gamado numa gatinha no colégio, só que ela não dá bola para ele, preferindo flertar com o amigo playboy de nosso herói.
De repente, esse jovem ganha um superpoder, e passa a desrespeitar as lições de vida do seu tutor.
Sempre lhe foi ensinado a ajudar o próximo, mas ele só utiliza seu novo poder para benefício próprio.
Acontece um crime, o jovem herói não utiliza seu poder para resolver a sua situação, e adivinha quem morre?
Depois que essa pessoa morre, o jovem herói se sente culpado por não compartilhar seu poder com a humanidade, e passa a fazer o que para se redimir deste erro?
E qual é o poder deste jovem herói?
Não, essa última pergunta não dá para adivinhar.
O poder deste jovem, este jovem que passa por um trauma para se tornar um herói, o poder dele é...

UM CARRO QUE AVUA!!!!
E o pior é que recentemente, até o Bátima ficou brincando com o aviãozinho dele durante todo o filme.
Só que dessa vez não dá pra falar que o plágio foi deles, pois "Black Lightning foi produzido 3 anos antes do "Dark Knight Rises".
Será que serviu de inspiração pros Nolans? Analisando bem, podemos até dizer os dois filmes tiveram quase a mesma quantidade de furos e absurdos no roteiro.
A vodka não aparece no filme, mas apareceu muito na mesa dos produtores do filme.
Se você tiver alguma ideia para jogo de RPG assistindo a esse filme, não jogue RPG. Compre um "Confraria dos Atiradores" e utilize os personagens prontos no site para fazer um RPG de CardGame.

E o troféu cerejinha do bolo vai para o celular do protagonista que consegue funcionar embaixo d'água! Tecnologia russa é outra coisa...

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