terça-feira, 29 de abril de 2014

Somo todos macacos

Acho que eu já vi esse filme antes.

Alguém já se questionou se a banana foi jogada apenas pela "cor" do jogador Daniel Alves, ou se o motivo foi a nacionalidade dele?
Com todos os exemplos que o Brasil está dando por conta da Copa, em breve coisas piores serão arremessadas nos jogadores brasileiros.

sábado, 26 de abril de 2014

Vou ser otário da Copa

Quando você achava que não tinha como o povo brasileiro ser mais imbecil com relação à Copa, eis que existe essa opção:





Esse jornalista é o Paulo Eduardo Martins, que recentemente foi afastado da televisão por "decisões administrativas". Ditadura também se faz com corte de verbas.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014

O que o Papa aprenderia se jogasse videogame.

 Recentemente, o Papa, mais uma vez, pediu a paz aos países que estavam em guerra ou pretendiam iniciar uma guerra.
 Será mesmo que ele acredita que, apenas com um pedido e uma oração, os dirigentes desses países pensarão: "Ah, quer saber, deixa essa guerra pra lá, me dá aqui um abração!"? Será que o Papa é tão ingênuo assim?
 Se o Papa tivesse jogado um videogame de estratégia chamado "Lords of the Realm 2" ele saberia que não é assim que a humanidade funciona.
 "Lords of the Realm 2" é um antigo game de estratégia, muito semelhante aos jogos da série "Total War", com uma mistura de administração e combate.
 Existem 3 tabuleiros no jogo. Um é o mapa geral, que mostra as fronteiras dos reinos (baseados na Europa Medieval), os domínios e a movimentação das tropas; outro é o terreno de combate, que se forma quando exércitos se encontram e o jogo entra em fase RTS (estratégia em tempo real); e o terceiro é uma representação de cada reino, é onde o jogador administra seus recursos.
 Essa fase administrativa é muito importante, pois é a partir dela que o jogador consegue armas e soldados para a fase de combate.
 Ao contrário das fases de combate, que ocorrem rapidamente com base em algumas decisões estratégicas, as fases administrativas são desgastantes, exigem muitas decisões e planejamento, principalmente se o jogador possuir vários territórios.
 Essa fase administrativa envolve colocar a população para trabalhar na produção de alimentos, mineração, treinamento militar, etc.
 Outro detalhe interessante do jogo é que você disputa o continente com outros 4 nobres, controlados por inteligências artificiais capazes de detectar ameaças e fazer ameaças, propor alianças, etc.
 Em uma das partidas, decidi adotar uma estratégia pacífica: dominei rapidamente os territórios neutros, fiz alianças com os nobres mais próximos (mesmo tendo que pagar alguns tributos para eles) e fiquei só cuidando dos meus territórios, deixando os outros nobres brigando e se enfraquecendo.
 A estratégia começou bem, dei sorte dos aliados vizinhos honrarem seus acordos após receberem seus tributos e meus territórios seguiam prosperando.
 Porém, lá na frente, minha estratégia começou a ruir, e eu corria o risco de perder todos os meus territórios mesmo sem sofrer nenhum ataque externo.
 Para explicar este paradoxo, terei de fazer uma pequena tese de mestrado sobre

"A Alocação de Recursos Agropecuários
em "Lords of the Realm 2""
(calma, Papa, chegaremos já já na parte da guerra)

 Cada território tem uma determinada quantidade de terrenos que podem ser utilizados para plantio de trigo ou criação de gado.
 É dessa atividade que vem a alimentação da população daquele território.
 Você pode decidir também quantas refeições a sua população terá: Quanto mais refeições, mais feliz fica o seu povo; se as refeições forem racionadas ou acabarem, a insatisfação do povo aumenta.
 Quanto mais feliz a população, maior é o índice de reprodução; e quanto mais infeliz, maior a possibilidade de formação de exércitos rebeldes em suas terras.
 Voltando para a agricultura: quanto mais pessoas trabalhando no campo, maior é o retorno da terra, porém, existe um limite de acordo com a quantidade de terrenos; atingido esse limite, não adianta colocar mais pessoas trabalhando que a produção de alimentos não vai aumentar.
 É aí que a coisa começou a complicar: Mesmo colocando esse excesso de população em outras atividades produtivas, a troca desses produtos por alimentos no comércio externo não gerava refeições satisfatórias para todos.
 Mesmo com o consumo reduzido, a produção de alimentos não dava conta, e os estoques estavam baixos.
 Por experiências anteriores, eu sabia que exércitos rebeldes estavam para surgir em meus territórios.
 O quê fazer?
 Eu reuni todas as tropas de uma região e ataquei traiçoeiramente um dos meus aliados. Conquistei seu território, mas meu problema continuava: tinha conseguido as terras e os estoques deste novo território, porém também tinha novas bocas para alimentar lá, e ainda faltavam alguns turnos para colher o trigo.
 Todas as minhas armas já estavam sendo utilizadas para equipar novos soldados, a era de paz tinha acabado.
 Mesmo com as vitórias, o risco de rebelião por falta de alimentos continuava. Minhas conquistas só estavam aumentando a minha população.
 Situações desesperadas exigem medidas desesperadas: mesmo não tendo armas, recrutei vários soldados e os enviei para a guerra.
 Eles lutaram apenas com seus rastelos e, quase que em sua totalidade, morreram.
 A intenção dessas tropas de rasteleiros não era ganhar os combates: serviam apenas para mobilizar os exércitos inimigos para pontos menos estratégicos e diminuir a minha população.
 Em pouco tempo, a alimentação estava estabilizada e a satisfação popular voltava a aumentar.
 Voltando para a nossa realidade, é fato que os recursos terrestres são limitados, ao contrário da capacidade de reprodução humana.
 A ciência humana até poderia criar novos meios de multiplicação dos recursos, mas muito mais empenho é aplicado em avanços de cirurgia plástica peniana do que em sustentabilidade.


 Resumindo toda essa dissertação para o Papa: Cada vez que ele diz "Crescei-vos e Multiplicai-vos", ele incentiva a humanidade a dar mais um passo em direção à guerra.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Os novos 10 Mandamentos

 Em agradecimento pela inclusão da Teoria Criacionista nos livros didáticos, o Vaticano abrirá espaço para a inserção de um capítulo científico na Bíblia.
 Ainda no início da gestão do Papa Francisco, foram escolhidos grupos acadêmicos nos 10 países com maior presença católica, como Brasil, Itália, Espanha, Haiti e Angola.
 No Brasil, foram escolhidas mentes brilhantes como José Aristodemo Pinotti, Marilena Chauí, Jair Bolsonaro, Humberto Gessinger e Moacyr Franco.
 Pensando em conjunto, essa mente internacional formulou uma versão científicamente correta dos dez mandamentos.
 A versão confirmada no dia 27/03/1014 é a seguinte:

1- Manter a humanidade abaixo de 500 milhões num perpétuo equilíbrio com a natureza.
2- Controlar a reprodução de maneira sábia – aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade.
3- Unir a humanidade com um novo idioma vigente.
4- Controlar a paixão – fé – tradição – e todas as coisas com razão moderada.
5- Proteger povos e nações com leis e cortes justas
6- Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas em uma corte mundial.
7- Evitar leis insignificantes e governantes desnecessários.
8- Balancear direitos pessoais com deveres sociais.
9- Valorizar a verdade – beleza – amor procurando a harmonia com o infinito.
10- Não ser um câncer na Terra – Deixar espaço para a natureza.

 Também foi decidido que o escritor inglês Neil Gaiman será convidado para escrever as circunstâncias em que tais mandamentos seriam encontrados/criados/psicografados.

 A previsão é de que até o final deste ano essa nova versão da bíblia esteja concluída, e o Vaticano até já abriu licitação para escolher a empresa responsável por toda essa reimpressão.





sábado, 5 de abril de 2014

As bombas que salvaram o Japão

 A Segunda Guerra Mundial já estava praticamente acabada; o Japão perdia batalha atrás de batalha, mas continuava lutando.
 Ao contrário de ser um ato heroico, essa insistência era um ato de arrogância.
 A propaganda interna dizia que eles estavam ganhando a guerra, que a vitória estava próxima, e para conquistar essa vitória, toda a força de trabalho estava sendo recrutada, soldados cada vez mais jovens estavam sendo enviados para morrer nas ilhas do pacífico, com estratégias baseadas em condições inexistentes e com ataques suicidas sendo a única opção.
 Enquanto isso, a população civil era espremida pelos altos tributos exigidos para sustentar as tropas. A cada recrutamento, menos trabalhadores sobravam no campo para produzir alimentos.
 O Japão encaminhava sua população para uma morte miserável, com a intenção de encaminhar seus soldados para a morte certa.
 Recuar não era uma opção. Soldados tinham ordens de se matar antes de se render ao inimigo.
 Em agosto de 1945, os Estados Unidos cometem o pai de todos os atentados terroristas, soltam duas bombas atômicas em áreas civis do Japão, matando mais de 200.000 civis.
 O fato destas bombas não explodirem nos afastados campos de batalha, e sim, em dois centros urbanos do país, fez com que população e governantes acordassem do delírio em que estavam vivendo: O inimigo era superior, e eles não tinham como lidar com mais daquelas bombas "sobrenaturais" que eram capazes de atingir seu território nacional.
 Em menos de 1 mês depois, o Japão assinou sua rendição, soldados dos dois lados pararam de morrer, os japoneses foram obrigados a cumprir algumas exigências militares, e então, com menor arrogância dos seus governantes e mais consciência dos seus habitantes, o Japão voltou a crescer, e se desenvolveu num ritmo nunca visto antes.
 Como seria o Japão em uma realidade alternativa, onde os Estados Unidos, por considerar um ato de terrorismo atacar um alvo civil mesmo durante a guerra, não tivesse utilizado as bombas atômicas?

Oferecimento:
Ninguém quis oferecer essa postagem.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Voz da Verdade do Globo Esporte

 Na HQ "V de Vingança" existe um personagem multinível chamado "Voz da Verdade".
 É uma voz que aparece em várias mídias enaltecendo os feitos dos governantes e fazendo a população acreditar apenas naquilo que interessa ao governo.
 Do outro lado do microfone, a "Voz" é um simples locutor, escolhido pelos marketeiros do governo por seu tom de voz único.
 Nesse nível pessoal, a Voz é apenas um colecionador de bonecas, com um salário confortável, que não tem a mínima noção, e nem se importa, com o que acontece fora da sua "casa de bonecas".
 Uma voz grave e sóbria que conduz os civis para a ignorância, assim como a voz animada dos locutores de futebol na nossa realidade.
 Não estamos mais falando de uma sociedade fictícia de história em quadrinhos; estamos falando daqui, Brasil, 2014, o "Ano da Copa".
 Mensaleiros "presos" em clubes particulares, governadores e secretários de mãos dadas com empreiteiras para desviar verbas da construção de ferrovias, malabarismos jurídicos para justificar a compra de uma refinaria no exterior por um custo de 1.000% superior ao de mercado, novos impostos sendo criados a cada sessão parlamentar,... Todas essas, e muitas outras atrações, são apresentadas diariamente nos telejornais.
 Não existe nenhuma "Voz da Verdade" escondendo essas informações, mas logo depois que essas notícias são dadas, o apresentador do telejornal emenda um: "E agora vamos aos gols da rodada".
 E se tiver mais notícia ruim para o próximo bloco, ela será seguida por um "E agora, vamos aos gols do campeonato espanhol".
 Programa esportivo é o que não falta, exitem vários, até mesas de debate sobre futebol, e essas mesmas "notícias" são repetidas estrategicamente dentro do telejornal, apresentadas por comentaristas animadíssimos, que, aparentemente, não prestaram atenção alguma na grave notícia política ou econômica que acabou de ser informada.
 Será que os apresentadores e comentaristas de programas esportivos são alienados mesmo, ou será que eles fazem ideia de como estão sendo utilizados como a "Voz da Ilusão" do governo?

E agora, vamos ao vídeo do "Celera Jesus!"

Percebeu como você esqueceu de quase tudo o que você leu só por causa de uma véia falando palavrões? Você até iria fazer um comentário na postagem, mas depois do vídeo decidiu compartilhar apenas a santa boca-suja no Facebook.