sábado, 5 de abril de 2014

As bombas que salvaram o Japão

 A Segunda Guerra Mundial já estava praticamente acabada; o Japão perdia batalha atrás de batalha, mas continuava lutando.
 Ao contrário de ser um ato heroico, essa insistência era um ato de arrogância.
 A propaganda interna dizia que eles estavam ganhando a guerra, que a vitória estava próxima, e para conquistar essa vitória, toda a força de trabalho estava sendo recrutada, soldados cada vez mais jovens estavam sendo enviados para morrer nas ilhas do pacífico, com estratégias baseadas em condições inexistentes e com ataques suicidas sendo a única opção.
 Enquanto isso, a população civil era espremida pelos altos tributos exigidos para sustentar as tropas. A cada recrutamento, menos trabalhadores sobravam no campo para produzir alimentos.
 O Japão encaminhava sua população para uma morte miserável, com a intenção de encaminhar seus soldados para a morte certa.
 Recuar não era uma opção. Soldados tinham ordens de se matar antes de se render ao inimigo.
 Em agosto de 1945, os Estados Unidos cometem o pai de todos os atentados terroristas, soltam duas bombas atômicas em áreas civis do Japão, matando mais de 200.000 civis.
 O fato destas bombas não explodirem nos afastados campos de batalha, e sim, em dois centros urbanos do país, fez com que população e governantes acordassem do delírio em que estavam vivendo: O inimigo era superior, e eles não tinham como lidar com mais daquelas bombas "sobrenaturais" que eram capazes de atingir seu território nacional.
 Em menos de 1 mês depois, o Japão assinou sua rendição, soldados dos dois lados pararam de morrer, os japoneses foram obrigados a cumprir algumas exigências militares, e então, com menor arrogância dos seus governantes e mais consciência dos seus habitantes, o Japão voltou a crescer, e se desenvolveu num ritmo nunca visto antes.
 Como seria o Japão em uma realidade alternativa, onde os Estados Unidos, por considerar um ato de terrorismo atacar um alvo civil mesmo durante a guerra, não tivesse utilizado as bombas atômicas?

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2 comentários:

  1. Na verdade o Japão já tinha entrado em contato com a URSS para tentar uma trégua. Eles estavam penando diplomaticamente para não sair como um país totalmente derrotado.
    Hoje é um país econômica, social e militarmente dependente de forças externas. Ou seja, é a Cuba do capitalismo.

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  2. Acordo com a Rússia? putz, dessa eu não sabia.
    Imagina essa realidade alternativa do Japão fechando um acordo de paz com a Rússia, perguntem pra Alemanha Oriental a maravilha que estaria o Japão hoje.

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