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Mixagem de Personagens

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Já pensou em criar um personagem totalmente novo a partir da mistura de outros personagens? Atualmente, está muito difícil criar um personagem totalmente diferente de tudo o que já existe, então, o jeito é abraçar as referências e montar um personagem interessante. Existe uma personagem de HQs que demonstra essa técnica de maneira primorosa. “Jenifer Blood” conta a história de uma mulher que se esforça para passar por dona de casa exemplar, esposa carinhosa e mãe cuidadosa de dois filhos, porém ela esconde um segredo em seu passado, e para ficar em paz com esse fato, ela se veste de negro, se arma com pequenas adagas afiadas e grandes rifles de precisão, e sai pela noite caçando bandidos e punindo desafetos. Analisando essa personagem, podemos dizer que ela carrega os segredos do passado e a dificuldade em tentar se disfarçar de pessoa comum do personagem “Dexter”, da série de TV homônima, e também que ela age com os métodos e equipamentos do “Justiceiro”, das HQs da Marvel. ...

Todo antagonista é o protagonista de sua própria história

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O vilão não é simplesmente um sujeito que fica lá, na salinha dele, só esperando o herói chegar para ele falar meia dúzia de impropérios e levar umas bordoadas. Um "bom" vilão tem um bom motivo para ser vilão, aliás, do ponto de vista dele, ele é que está sendo o herói, e o protagonista da história é que é o antagonista dele. O papel que um personagem depende do ponto de vista que está acompanhando-o. Pegue o incompreendido Capitão Gancho, por exemplo. Fica bem claro que ele decidiu ficar ancorado na baía da Terra do Nunca para esfolar o Peter Pan até o pó dos ossos, mas alguém já questionou o motivo disso? Seria apenas para pagar de pirata glamouroso num filminho da Disney e pagar aquele papelão de ceroulas no final? Beatrix Kiddo teve sua história eternizada por sua legítima busca de vingança, e por que não ocorre o mesmo com o pobre Capitão Gancho, que teve sua mão decepada por um cruel pivete, que invadiu o barco junto com sua gangue de delinquentes sem motivo a...

O Médico é o Monstro

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Que tal ter ideias para backgrounds de personagens bizarros assistindo um filme que é uma mistura de "Frankenstein" com "Doutor Hollywood"? Sim, esse filme existe, e não é o " Centopeia Humana ": É um filme bem doentio e bizarro, não recomendável para menores de idade e nem para pessoas que ficaram com receia de assistir "Centopeia Humana". Mas o interessante do filme é que ele tenta provar a teoria do Coringa, que basta 1 dia ruim para qualquer pessoa normal ficar mais louca do que o Bátima. O filme traz para os tempos transgênicos o conceito de cientista maluco, e dá uma ideia de como deve ser a cabeça de um personagem que vive em um corpo que não é o dele (quaaaaaaaaaaaase que foi um spoiler). É, não foi um post natalino, mas para comemorar a data, contamos com nossos anunciantes: Eu não sei o que é mais demente, o filme do post ou a propaganda...

A liga dos papais justiceiros

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Essa é uma dica para cenário contemporâneo com personagens comuns tendo que pegar em armas para proteger suas famílias. Em um estado que está vivendo uma guerra civil não declarada , o governo dá o golpe de misericórdia na moralidade policial: reduz o salário de seus soldados . Com essa manobra, o governo pretendia fazer valer o interesse de alguns de seus grandes colaboradores de campanha: fazer com que a facção honesta da polícia desistisse de seus ideais e passasse a aceitar a propina de traficantes, resolvendo assim o problema da violência e entregando a segurança pública nas mãos de criminosos. Percebendo o desbunde que se tornou a segurança pública, alguns policiais buscam uma alternativa para sobreviver nessa profissão, e é aí que começa a história. Um crime ocorre, e o poder público não conta com recursos para resolvê-lo, e nem conta com legislação para punir adequadamente os culpados. Os policiais poderiam receber um incentivo dos familiares das vítimas com a intenção ...

Como ser um vilão melhor, com Osama Bin Laden.

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Vilão de jogo de RPG costuma ter apenas o status de "chefe-de-fase", e quando fala, é só para repetir alguma ameaça, daquelas que ocupam uns três quadrinhos de uma cena de briga em um gibi da Marvel. Toda essa "vilania" acaba deixando o vilão muito superficial, algo que "foi feito para ser vilão", e não uma ameaça real para os personagens. Todo vilão tem que ser herói de sua própria história. Ninguém quer jogar o "jogo da vida" somente para ser um obstáculo a ser vencido pelo adversário. Uma mudança de ponto de vista pode colocar um vilão como sendo um herói, como Tiradentes, que antes da proclamação da república do Brasil, era visto pela história como um projeto de terrorista mineiro. Um personagem, seja ele vilão, herói ou apenas um camponês, tem suas crenças e seus objetivos. O ex-ditador do Egito, Hosni Mubarak, deposto por uma revolução civil e pelo clamor mundial, já era tido como vilão desde muito antes. Em 1995 um grupo rebelde tent...

Da tela para a mesa

Tem muito jogador de RPG que joga mesmo quando está assistindo um filme, procurando soluções para a trama e pensando na melhor maneira para o protagonista resolver a situação. Quem assiste um filme (lê um livro, ouve uma história,...) de maneira ativa, pode criar vários finais alternativos para a mesma situação. É por isso que nem sempre dá certo transformar em RPG a trama de um filme; os jogadores não ficarão presos na trama original, e o mestre-de-jogo precisará conhecer muito bem o cenário de tal filme para dar continuidade à essa nova aventura sem ter que forçar os jogadores a jogar de acordo com a história original. Olha só o que um grupo inspirado de jogadores poderia fazer com a trama de "O Senhor dos Anéis": Se gostou do filme, faça uma aventura baseada no cenário, não nos personagens.