sábado, 23 de outubro de 2010

Quanto menos aterrorizante, mais assustador

RPG não é de verdade.
Por mais imaginação que se coloque na sessão de jogo, só pastores evangélicos e leitoras de revistas sobre telenovelas acreditam que as magias de D&D funcionam no mundo real.
Portanto, como conseguir assustar marmanjos durante uma sessão de jogo de terror?
Por mais que todos estejam no clima, grandes cenas contínuas de terror podem colocar os jogadores de volta às suas "zonas de conforto".
Existe o impacto inicial, mas a partir do ponto que os jogadores entendem o que estão enfrentando, eles deixam de sentir medo e passam a pensar em como lucrar alguns XPs resolvendo aquela cena.
Duas coisas costumam funcionar:
- Desorientação: mesmo sabendo que algo assustador vai ocorrer, o ser humano realmente se assusta quando o susto é incompreensível e próximo, exigindo que uma decisão rápida seja tomada para evitar dano imediato. Como o jogador não tem informações reais para se basear nessa decisão, a tensão se torna uma constante para próximos possíveis encontros.
- Humanização: quanto mais próximo da aparência de um ser humano, mais fácil de se acreditar no realismo da "assombração". Criaturas bizarras afastam os jogadores do conceito de realidade, e assim, eles se sentem mais confortáveis com a impossibilidade de se lidar com algo assim no seu mundo real (exceção feita para as criaturas que aquele filhadap### do Clive Barker consegue fazer a gente acreditar que são reais).



Um terceiro elemento funciona muito, mas depende da capacidade de atuação do mestre-de-jogo: O terror está no olho de quem vê, e isso funciona muito bem quando o mestre-de-jogo se mostra realmente assustado com o que ele mesmo está descrevendo.



E falando em aterrorizante, se alguém tem contato direto com os participantes do site www.RolePlayer.com.br, favor avisar nos comentários se eles estão bem... Semana passada foi enviado para eles um e-book problemático sobre uma aventura-pronta sobrenatural, de desde a madrugada de sexta-feira o site está fora do ar e nenhum e-mail enviado foi respondido.


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